Comédia em Série: Por que, onde e como assistir Seinfeld?

Porque assistir: A série sobre nada

Qualquer fã de sitcom que se preze já viu ou, pelo menos, ouviu falar em Seinfeld, tida por muitos como a maior série do gênero. Se você gosta de Friends, The Office, It’s Always Sunny in Philadelphia ou Broad City, saiba que todas elas devem alguma coisa a Seinfeld. O seriado surgiu no final da década de 80 e demorou para encontrar um público, até que em sua quarta temporada Jerry e George (Jason Alexander) tentam vender para a NBC uma produção sobre a vida de Jerry com seus amigos em Nova Iorque e a sinopse é “Uma série sobre nada”. Tirando sarro de si mesma, a frase ficou conhecida e nessa época a obra começou a ser reconhecida e assistida, se tornando febre nos Estados Unidos.

No começo dos anos 90, quatro amigos neuróticos conversando sobre qualquer coisa enquanto perambulam por Nova Iorque era algo novo. Até então as sitcoms eram focadas em famílias, como I love Lucy, ou locais de trabalho como Cheers, e todo final de episódio os personagens se reconciliavam ou seus problemas eram resolvidos. Larry David, co-criador da série, junto a Jerry Seinfeld, tinha o lema de que não deveriam haver tapinhas nas costas nos fins dos episódios, ou seja, nada de momentos fofos e água com açúcar, para eles tudo o que importava era: isso é engraçado? Então, esqueça romance e lições de moral, o propósito é te surpreender e te fazer rir.

 

Um vídeo-ensaio sobre a filosofia da série

Como assistir: Tentando achar o tom em seus personagens

Ao contrário da maioria das séries de comédia, Seinfeld fica mais engraçada com o passar do tempo. Não só porque a escrita melhora, mas também os atores e até mesmo o orçamento. Larry David tinha muitas diferenças criativas com o canal que sempre colocava rédeas em suas ideias ousadas. Por exemplo, ele queria que a série não fosse filmada com risadas ao fundo,o que hoje é uma realidade não era feito naquela época. Com o sucesso, o canal começou a deixar eles fazerem o que queriam e a liberdade criativa afetou a qualidade de forma muito positiva.

George Costanza é o melhor amigo de Jerry na trama e um dos melhores personagens que existem. O próprio ator do personagem disse acreditar nas primeiras temporadas que seu personagem era uma espécie de Woody Allen, mas quando ele percebeu que o personagem era inspirado em Larry David, tudo ficou mais claro e é possível ver o personagem criar força. George é mentiroso, aproveitador, covarde, neurótico, ansioso e muito engraçado. A série não tinha medo de fazer personagens imorais, mas muito divertidos de acompanhar.

Experiência Seinfeld: exibição em Nova York comemora 30 anos da série

Elaine Benes (Julia Louis-Dreyfus) foi uma revolução na retratação de mulheres na TV. Entrando no enredo no meio da primeira temporada como uma ex de Jerry que se tornou sua amiga, ela surgiu como uma sugestão do canal que achava que a série precisava de uma presença feminina ou de um romance (mas de romance não teve nada). Aos poucos, Benes foi ganhando espaço e se tornando uma das personagens femininas mais irreverentes das séries. Aqui você encontra uma lista com todos os motivos, muitas vezes esdrúxulos, pelos quais Elaine terminou com algum namorado. Não que Elaine seja perfeita, muito pelo contrário e é por isso que ela é tão importante. Uma personagem feminina engraçada, bem escrita e performada é sempre um prazer de assistir.

Kramer (Michael Richards) é o vizinho de Jerry que sempre entra sem bater (essa Friends copiou na cara dura) e é um daqueles personagens de quem você pode esperar qualquer coisa, com um humor bem físico à la Charlie Chaplin e Jim Carrey. Jerry é o ponto central da série, mesmo o Jerry Seinfeld não sendo lá muito bom ator, eles chegam até a fazer algumas piadas sobre isso, ele tem uma perspectiva muito cômica sobre a vida, sempre fazendo piadas e comentários sobre o cotidiano. A série é um prato cheio pra quem gosta de humor observacional.

 

Onde assistir?

A série está no Prime Video por enquanto, mas foi comprada pela Netflix e será exibida no streaming mundialmente a partir de 2021.

 

Aqui vai um vídeo da Carol Moreira pra te convencer de vez a ver a série!

 

*Laize Ricarte é graduanda em Produção Cultural e trabalha como comediante, roteirista e cineasta.

Hoje é dia de Emmy, bebê!!

por Enoe Lopes Pontes

Façam as suas APOSTAS!!! Aqui seguem as minhas!

O Emmy Awards, premiação de seriado mais importante dos Estados Unidos, acontece hoje, 17, às 21h, horário de Brasília. Pensando nos maiores concorrentes da cerimônia, o Série a Série traz agora uma listinha com algumas APOSTAS dos vencedores desta noite nas categorias principais. Confiram!

MELHOR SÉRIE DRAMÁTICA

The Handmaid’s Tale (2017-) – Aqui quase não há duvida alguma. O seriado produzindo pelo canal streaming Hulu é muito bem realizada e impactou a crítica e o público por tratar de um assunto importante de forma tão tensa. (Confira a crítica do Série a Sério aqui). O segundo concorrente mais forte é The Crown (2016-), da Netflix, que levou dois Globo de Ouro para casa neste ano. Porém, The Handmaid’s não estava indicada ao prêmio, por isso também a aposta ainda fica com a Hulu.

 

MELHOR SÉRIE CÔMICA

Atlanta (2016-) – Com duas temporadas no currículo, o seriado começou a ganhar mais visibilidade este ano. Com seis indicações ao Emmy de 2017, as chances são muito boas, até mesmo porque a produção levou dois Globo de Ouro no início do ano, incluindo Melhor série de comédia.

 

MELHOR MINISSÉRIE

Big Little Lies (2017-) – Nesta categoria, a situação é um pouco mais complicada! Existe uma possibilidade um pouco forte de que Feud: Bette and Joan “roube” este prêmio da série da HBO. As duas foram exibidas em períodos próximos e chamaram a atenção dos críticos e do público, inclusive, a interação dos espectadores no Twitter durantes as transmissões era intensa. Mas também pode rolar uma zebra e Fargo levar o troféu para casa. O seriado é bem realizado, possui atuações e questões técnicas – como fotografia e música – bem feitas. A questão aqui é que as qualidades estão muito pareadas. Só assistindo ao Emmy para ter certeza.

 

MELHOR FILME PARA TV

Black Mirror San Junipero (2016) – Com a grande sacada da Netflix de colocar os episódios de Black Mirror como filmes para TV, San Junipero, episódio 3×04, entrou para a categoria Melhor filme para televisão. As chances de sucesso nesta noite são grandes e apenas podem ser atrapalhadas por Sherlock: The lying detective (2017).

 

Possíveis vencedores em outras categorias: Nicole Kidman, por Big Litle Lies; Julia Louise-Dreyfus, por Veep; Elisabeth Moss, por The Handmaid’s Tale; Thandie Newton, por Westworld; Stanley Tucci, por Feud: Bette and Joan; John Lithgow, por The Crown; Donald Glover, por Atlanta.

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