Crítica: Entre altos e baixos, “Forever” entrega uma temporada coesa

Caminhando para uma jornada totalmente oposta a do herói, a protagonista de Forever, June (Maya Rudolph), começa extremamente infeliz dentro da história e anda em direção da sua felicidade, posteriormente. Mais do que isso, ela parece demonstrar estar paralisada diante de todo o fracasso que foi e tem sido sua vida. Ela atribui estas sensações e derrotas ao seu casamento com Oscar (Fred Armisen). Toda esta estrutura é posta no piloto da série, que já ambienta ali, de forma bastante eficaz e direta, o cotidiano do casal.

Criado por Matt Hubbard (The Stones) e Alan Yang (Master of None) e produzida pela Prime Video,  o seriado consegue imprimir estilisticamente as sensações vividas pelas personagens. Através de cores predominantemente amarronzadas e pastéis e de planos fixos de situações repetidas há uma atmosfera de tédio estabelecida. Contudo, isto não é um elemento que afeta a dinâmica da obra e a deixa enfadonha. O fator central disto é a quantidade de plot twists existentes, principalmente nos três primeiros episódios.

Durante este período da trama os sustos e surpresas são tão fortes que o espectador pode passar a temporada inteira tenso, esperando a próxima reviravolta. Nesta mescla de suspensão ão e melancolia, a progressão de June é posta. A cada momento ela vai se descobrindo e compreendo suas próprias necessidades. A maneira como foi escrita é o principal ponto de qualidade. Existe uma complexidade nela, desde a sua maneira de expressar seus pensamentos até as ações que performa. No entanto, a atuação de Rudolph acrescenta mais camadas para June.

 

Forever' Finale Explained: Alan Yang Talks Big Twist, Potential ...

 

Através de seu processo de criação, ela entregou uma figura extremamente transparente em suas emoções, porém com movimentos muito pequenos, seja no rosto ou no corpo inteiro. O tom da sua voz, geralmente, não casa com o que ela está dizendo e demonstrando nas suas expressões. Este comportamento vai, gradativamente, mudando e a intérprete vai revelando outros tipos de movimentos e deixando que exista uma unidade entre o que June quer dizer e diz.

Apesar de possuir bons atores e conseguir criar esta vontade de maratonar, por apresentar um clima de possíveis novas ocorrências o tempo inteiro, Forever tem dois problemas que incomodam intensamente. O primeiro é a existência do 1×06, momento da produção que parece mais um filler do que qualquer outra coisa. Ele pouco traz para o enredo em si e está ali muito mais para reforçar algo que já foi compreendido bem antes na projeção: a questão de aproveitar as chances que o destino oferece antes que seja tarde. O que acaba sendo um tanto repetitivo. Ainda há o fator de duas novas figuras serem introduzidas (Andre e Sarah), para logo depois serem descartadas.

Outra questão que deixa a desejar é a construção da relação de June e Kase (Catherine Keener). Ao mesmo tempo que as duas parecem namoradas, após o distanciamento de June e Oscar, o relacionamento da dupla tem uma crescente que é interrompida por uma suposta dúvida de June que, na verdade, soa como uma confusão dos próprios roteiristas. Eles colocam elas dentro de piadas sobre lésbicas, por exemplo, o que faz se pensar até onde aquilo é posto no texto apenas para ser um mero conflito e ganchos para pinceladas cômicas.

Ainda assim, no geral, Forever entrega um resultado equilibrado, quase mediano, porém um pouquinho acima da média. Isto se deve à dinâmica de Rudolph com Armisen, que jogam através dos diálogos, fazendo com que as cenas sejam mais instigantes, por conseguirem deixar o tom cotidiano e distanciado ao mesmo tempo. A expectativa do próximo plot twist também segura quem assiste a continuar interessado na narrativa.

 

Crítica: Novo thriller adolescente da Netflix imprime qualidade técnica e discurso afiado

Nesta semana, a Netflix lançou uma nova série brasileira. Boba a Boca é um thriller adolescente, criado por Esmir Filho (Saliva). A direção da maioria dos episódios também é sua. Ele divide o posto com a cineasta Juliana Rojas (As Boas Maneiras), que comanda o 1×05 e o 1×06. Em seu resultado geral, a produção entrega um equilíbrio significativo de qualidade, com bons atores, diálogos e discurso. No entanto, é possível, ainda, destacar o seu ápice em sua mise-en-scène e em sua decupagem, sendo elas os elementos que mais se sobressaem.

Desde os primeiros minutos do seriado é possível enxergar a sua estilística e que ela está ali para fomentar o que se deseja contar. O azul e o rosa, por exemplo, são predominantes durante toda a exibição. Isto cria uma espécie de dicotomia, que revela não apenas as dualidades e complexidades das personagens dentro da narrativa, mas também dos papéis impostos pela sociedade. Os enquadramentos e cortes também elevam a potência da história desenvolvida na tela. Os quadros diversificados em uma mesma sequência desnudam as personagens, como quando mesclam planos detalhes com os mais abertos, aumentando esta característica e também o nível de tensão nas relação ali mostradas.

 

Boca a Boca" é a série brasileira da Netflix que traumatiza quem ...

 

Apesar de já se iniciar intensa e com uma dinâmica de simulação de velocidade, a obra consegue criar uma espécie de progressão dentro de sua própria lógica. Em alguns momentos, seja pelos acontecimentos ou como a equipe técnica escolhe fazê-los, o ritmo cai, pois tudo parece frenético, sem respiros. Contudo, isto não compromete o seu resultado total, principalmente porque isto se justifica, em partes, pelos próprios rumos do enredo e daqueles indivíduos que estão inseridos na trama.

Por fim, vale destacar a presença de atores de peso no elenco como Grace Passô (Temporada), Thomas Aquino (Bacurau) e Denise Fraga (De Onde eu Te Vejo). Todos os três intérpretes trazem um trabalho afinado, com criações muito certeiras. Ainda que apareçam em momentos pontuais, a cena cresce diante da presença deles. Entre o trio, o ponto alto é a performance de Fraga. Criando uma Guiomar Araújo que passa ações muito calculadas, através de muito tônus, consciência corporal e espacial, ela vai imprimindo lentamente as fragilidades daquela figura que parece imponente e autoritária no início, mas que vai revelando fragilidades e até retirando certas tensões físicas para aumentar essa multiplicidade na personalidade de Guiomar.

 

Crítica: Indecisão de rumo narrativo marca segunda temporada de Coisa Mais Linda

É sempre muito árduo começar uma crítica sobre uma produção como Coisa Mais Linda. Isto porque existe todo um universo criativo esforçado, que procura imprimir certa qualidade técnica. Além do mais, é possível perceber uma pequena vontade em se redimir dos erros da temporada anterior, em relação ao que tange questões voltadas para as minorias sociais, principalmente sobre o racismo e a cegueira do feminismo branco que sufoca o ano 01 da série. No entanto, toda essa procura qualitativa oferta um resultado confuso, cheio de remendos, sem paciência e que caem, mais uma vez, no apagamento das premissas das personagens negras.

Mas, se a obra parece demonstrar ser bem intencionada, nada mais justo que começar por seu melhor núcleo: Adélia Araújo (Pathy Dejesus) e sua família. O primeiro elemento fundamental de qualidade aqui é o fato destas serem as únicas figuras da narrativa que apresentam certa complexidade, deixando a planificação para os outros. A começar pela própria Adélia que consegue mesclar diversos tons em um mesmo episódio ou até cena. Em segundos, ela fica gigante e se defende de todo qualquer perigo e injúria. Além disso, sua intérprete fomenta as camadas dela, revelando estar sempre atenta, colocando seu corpo em prontidão, ainda que esteja em uma contracena ou não seja o foco da sequência. O mesmo pode ser dito de Sarah Vitória, intérprete mirim, que faz a Conceição. A menina apresenta um cuidado, um carisma e uma consciência cênica que impressionam. Vitória parece entender o conceito básico da atuação com profundidade: o de jogar com o colega. Assim, ela não perde um olhar, nem uma oportunidade de acrescentar um detalhe que fazem as relações da garota com os pais e amigos crescerem.

 

Coisa Mais Linda', da Netflix, volta com mulheres mais unidas ...

 

Para completar esta parte do elenco, a trama tem Capitão (Ícaro Silva) e Ivone Araújo (Larissa Nunes). O primeiro faz um trabalho primoroso, porque consegue escapar de diversos clichês que o texto traz, como o do marido ciumento, acomodado e músico festeiro. Silva pega isto e ressignifica, colocando um tom de preocupação, com suavidade, trabalhando com os olhares não vacilantes para a câmera. Já Nunes é ainda mais impactante de assistir! A moça é o destaque desta temporada. Com uma presença e um canto que emocionam, ainda que os autores não saibam o rumo preciso que darão para ela, há em sua construção uma dinamicidade e leveza que dão conta do que a escrita não consegue. Existe o tom jovial e agitado, combinado ao sofrimento de uma vida inteira de racismo e luta. Ela é engraçada, firme e uma das poucas que sabe desfazer a artificialidade impregnada em Coisa Mais Linda. Entre os parentes de Adélia, ainda existe Eliana Pittman, como a Elza e Val Perré, fazendo o Duque. Excelentes atores que poderiam ser muita mais bem aproveitados.

Mas, então, qual seriam os problemas? O primeiro reside nesta artificialidade e o segundo numa espécie de desespero que faz tudo que poderia ser bem realizado ir por água abaixo. A trama parte um pouco depois do cliffhanger da primeira temporada. Contudo, em poucos minutos o conflito se desfaz e outro problema é posto em prática. Assim, as situações passam a se estabelecer. Aos poucos, parece que, ainda que com alguns incômodos, haverá uma crescente de qualidade e as histórias serão exploradas. Mas, não é isto que acontece. Plots são arremessados na tela o tempo inteiro, para serem resolvidos pouquíssimo tempo depois. Nesta onda descontrolada e sem paciência de desenvolvimento narrativo, novamente todo foco vai para Maria Luiza (Maria Casadevall), porém não para a questão mais tensa, que poderia ser uma força e um crescimento dela, mas para seus ímpetos de White Savior e seus casos amorosos mornos.

 

F5 - Colunistas - Tony Goes - Na segunda temporada, 'Coisa Mais ...

 

Com a quantidade de momentos em que ela está com conversas com Chico (Leandro Lima) e Roberto (Gustavo Machado) era possível dar atenção para os enredos de Adélia e Ivone e decidir qual seria o problema central delas durante a temporada, sem fazer todo um nó para depois abandoná-los sem costura. Ou, talvez, os roteiristas poderiam escrever melhor sobre a personalidade e a bissexualidade de Thereza Soares (Mel Lisboa), que parece ter virado outra pessoa agora, um arquétipo de si mesma, cheia de clichês e frases nada orgânicas como “A gente pode pegar as minhas Vogues francesas e procurar um modelitos perfeitos para nossa viagem para Búzios”. Inclusive, é notável a luta de Lisboa para tentar manter seus diálogos críveis.

 

ALERTA DE SPOILER!!!!!!

 

Contudo, ainda existe o ponto alto desta decepção. Quando colocam a Adélia em um estágio de câncer terminal em um episódio, para, de repente, ela estar curada, porque os médicos que disseram que ela iria morrer em pouquíssimo tempo estavam enganados é chocante a preguiça de qualquer tipo de desenvolvimento. A partir daí, passa-se a se pensar que história a equipe deseja contar e por que essa ânsia em abandonar tudo a todo tempo. Estas situações repentinas são bastante recorrentes, principalmente com as personagens negras. O desconforto é ainda maior se o espectador presta atenção nos outros elementos do seriado, que deixam mais visíveis aos olhos a forma exagerada de sua parte criativa em tocar os rumos da obra. A fotografia e a arte são um destes reforços. Principalmente em seu início, a sensação é que há uma vontade extra normal de criar significados, com uma quantidade intensa de cores repetidas, em tons fortes. Lá pela terceira cena do primeiro episódio, o público já entendeu que o amarelo e o laranja vão ser usados com o azul para contrastar com as emoções das personagens: melancolia e euforia. A morte de Lígia e a vontade de se reerguer. Assim, as tonalidades chegam estouradas e repetitivas.

No final das contas, a série reserva algumas discussões relevantes, ainda que se perca em na amarração do próprio conteúdo que traz. Resta esperar por um terceiro ano menos branco hétero cis centrado e que aprofunde as relações e conflitos, ao invés de sufocar quem assiste de situações mal resolvidas, a partir de uma vontade de tirar o fôlego, pois o efeito é reverso.

 

Especial – Melhores participantes do Masterchef Brasil

por Enoe Lopes Pontes

 

Neste domingo, 25, acontece a final da sexta temporada do Masterchef Brasil para cozinheiros amadores. Os participantes que integram a noite de disputa são Lorena e Rodrigo. Apresentado pela jornalista Ana Paula Padrão, quem decide o resultado são três chefes de cozinha, considerados pelo público e pela crítica, renomados, são eles: Paola Carosella, Henrique Fogaça e Érick Jacquin. O episódio será exibido às 20h, no canal Band.

 

Pensando na popularidade do reality, o Série a Sério preparou uma lista com o melhores integrsntes de todos os tempos, das últimas seis edições do seriado. A decisão foi muito difícil, mas no final, acabamos tendo que fazer algumas escolhas tensas! Confira!

 

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10 – Jiang Pu – Participante da segunda temporada do programa, Jiang conquistou o público com seu jeito doce e as suas referências asiáticas. Concentrada dentro da cozinha, Pu ficou no terceiro lugar do pódio da competição e provocou lágrimas no Twitter em sua saída. Atualmente, ela continua na profissão e possui um restaurante, em São Paulo.

 

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9 – Estefano Zaquini – Com um foco maior para a confeitaria, mas buscando ir bem em todos os tipos de pratos, Estefano foi integrante do primeiro Masterchef Brasil. Após sair do programa, Zaquini estagiou no restaurante de Érick Jacquin, o Tarta&Co. Atualmente, o jovem está perto de se formar em gastronomia e tem um quadro no “Mulheres”, da TV Gazeta. O chefe está nesta lista por ter demonstrado garra, determinação e carisma durante o tempo em que esteve no Masterchef.

 

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8 – Eliane Ribeiro – Treta! É impossível esquecer as polêmicas e confusões que envolveram Eliane, na quinta temporada do Masterchef. Apesar de possuir alguns haters no caminho, Ribeiro sempre demonstrou uma vontade imensa de estar no reality e era leal aos que faziam parceria com ela. Apesar de não ter vencido a competição, chegou perto, ficando em terceiro lugar. Atualmente, a jovem chefe possui um canal no Youtube, chamado Lili e o Mundo.

 

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7 – Lorena Dayse – Finalista na competição da sexta temporada do Masterchef Brasil, Lorena chegou no programa com um discurso potente e coerente sobre a força do Norte e Nordeste e toda a sua vontade de vencer para representar a região! E o desejo ficava estampado em seus pratos, com temperos que faziam jus as suas origens, incluindo o seu amado coentro! Se a competidora irá vencer, somente o futuro dirá, porém sua popularidade já é considerável! Lorena acumula 128 mil seguidores no instagram e quase 10 mil no Twitter.

 

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6 – Haila Santuá – Também integrante da sexta edição do Masterchef Brasil amadores, Haila ficou com o quinto lugar da competição. Ela demonstrou que doçura combinada com determinação podem virar uma arma extremamente forte dentro de uma disputa. Sempre atenta aos colegas, ela conseguiu equilibrar, na maioria das vezes, um bom resultado, junto com um help para os concorrentes de reality. Quem lembra quando ela parou a torta de limão para ajudar Imaculada na fase de seleção inicial? Pois este foi seu jeito de lidar com o Mastechef, mesmo não aguentando a pressão de quando em quando. Santuá não venceu, mas acumulou um belo fandom e uma trajetória muito intensa para recordar e trilhar um caminho bacana. Quem sabe? Vamos acompanhar!

 

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5 – Helena Manosso – Integrante da primeira edição do Masterchef Brasil, Helena começou discreta e foi crescendo em cada episódio, chegando na final com um menu muito elogiado pelos chefes. Apesar de ter ficado em segundo lugar, Manosso se manteve na profissão. Ao lado de seu marido e colega de temporada, o Lúcio, ela comanda a Salt&Pepper, rede de consultoria gastronômica. Helena ocupa a quinta posição, por ter sido uma participante marcante, que brilhava nas provas do reality e que possuía muito carisma e simpatia.

 

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4 – Izabel Alvares – Vencedora da segunda edição do Masterchef Brasil, Izabel chegou no topo do pódio com muita humildade, doçura, foco e depois de assumir certa confiança em si mesma. Sendo eliminada no sexto episódio, ela retornou na repescagem e passou a demonstrar mais segurança e estudo. O resultado foi o troféu que ela tanto sonhava. Atualmente, Izabel possui a marca Magrela, rede de produtos alimentícios saudáveis.

 

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3 – Maria Antonia Russi – A terceira colocada da lista divide opiniões dentro do público do Masterchef. Adorada por uma parte dos espectadores e odiada por outra, ela ocupa esta posição em nosso top 10 por ter sido uma participante que venceu muitos desafios e, assim como Izabel, por ter conseguido dar a volta por cima e ter mais confiança em si mesma. Com um jeito um tanto atrapalhado, Maria era uma integrante engraçada e divertida e que foi demonstrando sua capacidade dentro da cozinha cada vez mais. Na final, ela surpreendeu os jurados montando um menu com bastante personalidade! O que fez com que Russi ganhasse a competição e enlouquecesse seu fandom. Atualmente, Maria Antonia possui um canal do no Youtube, que carrega o seu nome como título!

 

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2 – Cecília Padilha – Favorita de sua temporada, Cecília ficou em sexto lugar na primeira edição do Masterchef. No entanto, apesar desta zebra, ela vinha trilhando um caminho de acúmulo de vitórias e o mezanino era conhecido como o “Camarote da Cecília”. A sua popularidade com o público do programa foi intensa na época e reveberou para o sucesso de seus empreendimentos desde então. hoje em dia, ela escreve para o Prazeres da Mesa e a Revista do Gramado. Padilha também possui um canal, chamado Yes, we cook, que acumula mais de 5 mil seguidores.

 

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1 – Raquel Novais – Participante de uma temporada disputadíssima como foi a terceira edição do Masterchef, Raquel conseguia se destacar com feedbacks muito positivos, mas que jamais abalavam seu comportamento. Sempre humilde e de ouvidos atentos, Novais buscava uma relação amistosa com seus colegas de competição e tentava não entrar nas inúmeras tretas que aconteciam. O resultado foi o terceiro lugar no pódio, que poderia ter sido primeiro se não fosse um pequeno deslize na semifinal. Atualmente, Raquel tem um programa chamado Cozinha Amiga, na TV Gazeta.

Crítica: Violência e polêmica são tentativas da primeira temporada de The Boys

por Enoe Lopes Pontes

 

Adaptada da HQ homônima da Wildstorm*, The Boys chega no canal streaming Amazon Prime, com oito episódios. Num clima que mescla sátira e crítica ao espírito heroico tipicamente visto em produtos ficcionais e no imaginário estadunidense, a série possui um estilo claro e marcante desde o seu início. A utilização de temperaturas azuladas é o start para esta percepção da ambientação que já vem desde os quadrinhos e que é um pouco intensificada. A escolha pode criar no espectador a sensação de estar assistindo uma das adaptações da DC para o cinema, por exemplo. Existe algo lúgubre e taciturno no ar. Além disso, o tom remete a melancolia e a angústia retratadas na tela. Um exemplo disso é que a cor do super mais abalado emocionalmente é azul.

Neste universo, no qual o tempo inteiro os humanos acreditam que estão sendo salvos, quem tem poderes está constantemente perturbado e agindo de forma negativa, seja para sociedade ou para si mesmo. A lógica aqui é que os supostos protetores da Terra são os verdadeiros vilões. O ponto alto da qualidade do enredo é que, ainda que haja essa reversão de valores, não ocorre a planificação de suas personalidades. É possível notar as nuances em seus caracteres, a medida em que a trama avança.

 

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No entanto, apesar de uma premissa que chama atenção, The Boys é um tanto cansativa, porque possui uma história óbvia. Cena após cena, já é possível saber o que irá ocorrer, inclusive o final da temporada fica previsível em sua metade. A criação das tensões são perdidas pelas escolhas fáceis que Eric Kripke (Supernatural) e sua equipe de roteiristas fizeram. Mesmo partindo de uma outra perspectiva, a dos “supers” que não estão trabalhando para o planeta de verdade e sim são celebridades, todo o resto é semelhante a qualquer publicação com heróis, incluindo a figura do “mocinho”, Hughie (Jack Quai), sem poderes e injustiçado, buscando uma espécie de vingança.

Apesar deste fator, o como as situações acontecem é o que chama atenção. Existe certa coragem em possuir algumas sequências gráficas de violência e ação, que são o recheio principal deles. É este elemento que dá o tom certeiro do seriado: pinceladas de humor sombrio, desenvolvimento dramático** das personas retratadas e um leve dose de horror com a ação. A expectativa que falta no decorrer dos fatos é coberto pelo nervoso em saber como será o próximo cérebro esmagado, a morte seguinte ou algum tipo explosão.

 

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No geral, o resultado é aceitável e até equilibrado. O plot inicial se sustenta, ainda que seja seguido de caminhos previsíveis, o risco no “como” faz o tempo gasto valer. Um possível destaque é a atuação de Erin Moriaty (Jessica Jones), que construiu a jovem heroína com várias camadas, indo de expressões de ingenuidade até de crueldade e falta de empatia, ela consegue elevar os elementos da escrita e imprimir nos seus diálogos a sutileza e o peso necessários para sua Annie.

 

 

* Em seguida, as HQs passaram a ser publicadas pela Dynamite Entertainment.

** Drama mais no sentido mais próximo do trágico, de situações triste e não do significado atribuído pelas Artes Cênicas ao falar dos gêneros textuais (Épico, lírico e dramático).

Críticas: Segunda Temporada de “Dark” é mais sólida e intensa

 

Por Enoe Lopes Pontes

 

Depois de uma espera de quase dois anos, a Netflix disponibilizou a segunda temporada da série Dark. Realizada na Alemanha, a produção chega neste novo ano com mais fôlego, um enredo menos óbvio do que a da sua antecessora e com mais fios para compor a sua teia de Ariadne. Após o cliffhanger do 1×10, o público descobre um pouco das consequências das ações de Jonas (Louis Hofmann) no “passado”, “presente” e no “futuro”. Com isto posto, o jovem precisa compreender quais os melhores passos seguir para evitar uma tragédia que está por vir.

Aqui, um dos maiores ganhos é a forma como o protagonista continua a ser o fio condutor da trama, mas agora deixando que as outras histórias se desenvolvam com mais profundidade e sob outras óticas além da sua. Não apenas as viagens no tempo, mas as decisões e suas consequências são postas nas mãos de todos os indivíduos importantes da trama, mas o gancho nunca deixa de ser a personagem principal. Assim, as escolhas de Baran bo Odar (Crimes na Madrugada), e dos outros roteiristas que assinam com ele, traz um equilíbrio e maiores surpresas para o desenvolver dos atos postos em cada sequência.

 

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O jogo de cores no figurino – criado por uma equipe de mais de dez pessoas – e o de luz e sombra na fotografia, feita por Nikolaus Summerer (Invasores: Nenhum sistema está salvo), continuam sendo marcas de linguagem selecionadas para ambientar o espectador em que período os fatos narrados estão acontecendo. Contudo,  sem nunca perder os tons neutros, principalmente bege e marrom, que instalam sensações ambíguas que vão de uma ambiente depressivo até um local caseiro, que inspira conforto e segurança.

A complexidade de Dark também está na direção, nos movimentos de câmera que revelam múltiplas visões de um mesmo fato, revelado apenas depois que o público descobre quem está envolvido na situação. Outro recurso bem utilizado é a câmera subjetiva que instaura um clima de tensão e dúvida, até que o narrador seja evidenciado, com uma plano médio ou até um close, criando uma espécie de cumplicidade com a plateia. Nestes instantes, sempre fica estabelecida uma incerteza se um plot twist virá ou não. Além disso, mais uma camada de informação é colocada, podendo instigar quem assiste e amarrando acontecimentos prévios.

 

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No entanto, apesar de conseguir elevar a qualidade em relação ao primeiro ano, os novos episódios pecam em não irem tão além do que já tinha sido mostrado. Apesar dos reforços em contar as trajetórias dos indivíduos mostrados na tela, dos fatos serem esmiuçados e duas revelações serem contadas – uma muito impactante e outra nem tanto – a finale deixa certo gosto de engano. Isto porque o cliffhanger é perigoso para a qualidade do desfecho do seriado – outras ficções já tentaram seguir por este caminho e falharam, ou não – e porque nenhum elemento diferente é posto. As ações prosseguem e as vidas permanecem. Resta apenas descobrir se toda a premissa original irá levar a história para algum lugar.

 

Crítica de Vingadores: Ultimato SEM SPOILERS

por Enoe Lopes Pontes

 

Em 2008, o Universo Cinematográfico Marvel (MCU) deu largada em suas produções, com o longa Homem de Ferro. O filme foi um sucesso e outros super-heróis deles ganharam espaço nas telonas. Cuidadosamente, foram sendo lançadas as tramas solo das personagens. Ainda que nem todas as projeções fossem boas, elas seguiam um nível básico de qualidade, conseguiam, pelo menos, introduzir figuras importantes da HQ para os novos consumidores e agradar os fãs das comics também. Em 2012, o primeiro Vingadores foi lançado. Onze anos depois do início desta trajetória, chega aos cinemas Vingadores: Ultimato.

Aqui, é possível notar uma ode ao MCU. Durante as longas horas de exibição, é possível encontrar muitas referências e memórias de outros materiais deste Universo. O reencontro com algumas personas já conhecidas pelo público e a maneira como é possível ter contato com a evolução da personalidade delas é o traço mais marcante de Ultimato. Sem pressa, ele revela os lamentos e a busca para se reerguer dos indivíduos escolhidos como principais nesta trama. Sem spoilers, pode-se dizer que todos os mocinhos com enfoque neste último “capítulo” recebem no roteiro aquela “fórmula” da jornada do herói. Incluindo estratégias elaboradas para a saída de alguns deles.

 

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No entanto, se tem uma coisa que Vingadores: Ultimato não é de jeito nenhum é enxuto. Cheio de gorduras, algumas cenas parecem mais dilatadas do que deveriam ser. Não pensem que isto se dá ao fato de que cada conflito interior das personagens de destaque nesta projeção que faz com isso aconteça. Na verdade, é o como isso se dá que interfere no ritmo do longa. Porque o desenvolvimento de personagem é algo importante, mas pode ser feito sem interferir negativamente no todo. A mescla de dinâmicas é que dá o tom não entediante de alguma produção. E isso não quer dizer, no entanto, que uma série de explosões e sequências “animadas” tenham que ser inseridas. Pelo contrário, é o equilíbrio das duas coisas.

Por este motivo que o novo Avengers peca. Ele passa tempos longos em momentos de intensa lentidão ou aceleração, sem casar bem uma coisa com a outra. Inclusive, apesar da grandiosidade e plot twists impressionantes na cena da batalha final, por exemplo, pode ficar uma sensação de que o espectador não consegue de fato acompanhar todas as lutas, porque as explosões e subtramas do embate fazem com que não se possa aproveitar tudo. Sem contar o que acontece, pode-se dizer que a construção demorada e lenta de algumas situações não estão no ápice do enredo e outras aparecem apenas ali.

 

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Outro ponto questionável é a utilização do vilão. Uma aura de medo e tensão foi construída ao redor de Thanos (Josh Brolin) em Guera Infinita (2018). Isto se perdeu no meio de reviravoltas, na fisicalização da personagem e em como ele realiza suas ações. A ideia que pode aparentar é que deixaram ele um tanto ingênuo, nem o seu corpo nem o que sai de sua boca parece ser equivalente em fortaleza e certeza que vinham sendo demonstradas anteriormente.

Contudo, é preciso ressaltar um elemento positivo em Ultimato. A forma com que a equipe conseguiu finalizar todo o caminho que fizeram desde 2008. É como se ficasse claro quem foi o protagonista durante todos esses anos e como o desfecho disso encerra um ciclo com coerência e, até mesmo, referências lá do primeiro longa. Pontas soltas da saga também foram resolvidas, ainda que as gorduras estivessem presentes, as soluções de conflitos exteriores e interiores foram postos na tela.

Vingadores: Ultimato é uma projeção voltada para agradar os fãs e finalizar uma era. Durante três horas de exibição, altos e baixos podem ser visualizados e cenas como a Viúva Negra comendo um sanduíche com o Capitão América, pensando “na morte da bezerra” dão oportunidade do público aproveitar para dar aquela ida ao banheiro. Ainda assim, o filme não é nenhuma vergonha e encerra com alguma dignidade a trilha de sucesso que a Marvel instaurou para si em seu MCU.

 

Crítica: Segunda temporada de Samantha! é mais divertida e intensa que anterior

por Enoe Lopes Pontes

 

Neste mês, a Netflix, como de praxe, disponibilizou o conteúdo inteiro do segundo ano da série nacional Samantha! Com sete episódios, a produção conseguiu crescer por apresentar um equilíbrio maior em seu ritmo. Isto, porque a narrativa mesclou os tempos de cena de cada conflito com uma atmosfera dos sentimentos das pessoas mostradas na tela, seus desejos secreto e sensações pessoais. E é aqui que está o grande ganho do seriado! Além de ter as gags e situações divertidas esperadas de Samantha (Emanuelle Araújo), Dodói (Douglas Silva), Cindy (Sabrina Nonata) e Brandon (Cauã Gonçalves), o público descobre também questões do íntimo deles, principalmente da protagonista. Talvez, tenha sido até uma estratégia positiva primeiro apresentar arquétipos de figuras típicas do imaginário brasileiro, como a estrela mirim dos anos 1980 ou o jogador de futebol enrolado, para depois ir mais a fundo nos detalhes sobre elas.

Os roteiristas (Paula Knudsen, Felipe Braga etc) vão colocando pinceladas de informação, lentamente. O espectador vai tendo contanto com a trajetória da “mocinha” e seus problemas na infância. Aos poucos, é possível montar o quebra-cabeça com as peças dadas por eles. Na história, Samantha começa a traçar seu caminho para crescer verdadeiramente e fazer papéis mais sérios, além de buscar ser boa mãe também. Este ápice acontece no 2×06 quando, finalmente, é explicada a relação da artista com a TV e pouco de suas origens.

 

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Araújo traz alguns detalhes em seus olhares que demonstram este amadurecimento e coloca até pequenas modificações de postura corporal, em momentos mais profundos. Contudo, todas as marcas que fazem parte de sua personalidade anteriormente continuam presentes, não se perdem. Assim como Samantha; Dodói, Cindy e Brandon recebem arcos com mais complexidade. Estas são de menor grau, é bem verdade, mas ganham. Porém, os atores não acrescentaram nada de diferente. Não que isto seja um ponto muito negativo. Contudo, poderia ter acontecido um desenvolvimento mais forte na atuação.

Uma possibilidade seria um trabalho do corpo que mostrasse um Dodói com uma pitada de sisudo, porque começou a cursar a faculdade de Direito. Ou, Cindy – que entrou, de fato, na adolescência – e Brandon – que decidiu aceitar que é mesmo uma criança -, poderiam trazer um pesar e uma leveza nas suas interpretações ou qualquer nuance de mudança. Afinal, eles passaram e estão passando por coisas que os afetaram, pelo menos isto aparece no texto que eles dizem, que confirma emoções e decisões novas. Mas, este fator pode ser uma falta de atenção e delicadeza da direção também, que colocou o foco maior na protagonista.

 

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Contudo, esse fato não compromete e coisas como não ter muito filler chamam mais atenção. Todos os acontecimentos são muitos justinhos dentro da trama. Samantha precisa crescer! Este é seu objetivo e toda a narrativa deste ano foca nisso, juntamente com subtramas que, ao invés de atrapalhar, ajudam a levantar o enredo principal. O relacionamento de mãe e filha entre Samantha e Cindy, a nova carreira de Dodói e os medos de Brandon, tudo isso fomenta o nó central, o desenlace e o cliffhanger do final.

Ainda que existam pequenas questões como dicção dass crianças e coadjuvantes de personalidade chapada, Samantha! se superou. A dinâmica entre o elenco continua a funcionar e camadas de complexidade foram colocadas, mostrando que a antiga artista mirim é muito mais do que quem assiste esperava, ela é uma OR…

 

 

Especial Maratona de séries curtas para o Carnaval

por Enoe Lopes Pontes

O Carnaval é uma comemoração que possui vários tipos de diversão para cada estilo de pessoa. Pode ser uma época para dançar, cantar, pular, viajar, relaxar, maratonar filmes e seriados ou tudo isto junto. Mas, como o site tem um foco específico, claro, o Série a Sério pensou nos seriadores de plantão e elaborou uma lista com dicas de produções para assistir durante o feriado. Contudo, há um detalhe especial aqui! Todas são narrativas curtas, já que só faltam poucos dias para o encerramento dos festejos! Assim, no top 5 se encontram tramas com poucos episódios, dando a capacidade ao espectador mais apaixonado de ver todos os títulos sugeridos até a quarta-feira de cinzas!

 

LISTA

 

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5 – Good Girls (2018) – Três mães do subúrbio dos Estados Unidos viram criminosas da noite para o dia. Somente a ideia da série já pode despertar certa curiosidade no espectador, certo? Mas, é o desenvolvimento deste plot que mais diverte e surpreende. As reviravoltas dentro da trama é um dos destaques da produção, pois as situações postas vividas pelas personagens principais são quase surreais, dentro do que é apresentando para o público sobre quem são estas personas.  A partir da premissa, existem duas coisas mais relevantes para o prazer em assistir ao seriado: as tiradas sarcásticas (para quem gosta de humor sombrio, melhor ainda) e a forma como as mulheres se unem e lutam por sua sobrevivência, demonstrando toda a sua capacidade de defesa, inteligência e destreza para se safar de situações aparentemente impossíveis de serem solucionadas.

 

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4 – Sex Education (2019-) – Com um total de oito episódios, a primeira temporada do seriado foi tão bem sucedida que a Netflix já confirmou o seu segundo ano no ar. Mostrando o dia a dia de um jovem que tem uma mãe terapeuta sexual, a produção consegue discutir temas importantes e profundos para adolescentes, conseguindo manter um tom leve. Mesclando as tensões e embaraços da puberdade com os maiores prazeres deste período, a graça de Sex Education são as relações de Otis (Asa Butterfiled) com as pessoas que o cercam, sejam as mais antigas em sua vida ou as mais novas. Neste sentido, a dinâmica do protagonista cresce quando está ao lado das personagens Maeve (Emma Mackay), Eric (Ncuti Gatwa) e Jean (Gillian Anderson). Ocupando o espaço de crush, melhor amigo e mãe, respectivamente, é possível conhecer os detalhes sobre Otis nos diversos âmbitos de sua vida, principalmente no que tangem seus conflitos sexuais. Paralelo ao que acontece com o garoto, também existem os casos que Otis analisa quando decide ser um conselheiro sexual dentro de sua escola, inspirado nas coisas que aprendeu dentro de casa.

 

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3 – The Fall (2013-2016) – Criada por Alan Cubbit (Prime Suspect), a série possui três temporadas de seis episódios e conta como Stella Gibson (Gillian Anderson) investiga diversos assassinatos que estão acontecendo no Norte da Irlanda. A trama mostra para o público o ponto de vista da policial e do psicopata, como os crimes são cometidos e quais os caminhos a detetive segue para solucionar o caso. No entanto, é preciso ter estômago para encarar a frieza do assassino Paul Spector (Jamie Dornan) e como o mesmo age com suas vítimas. O ponto alto da produção é a forma como são demonstradas as personalidades das personagens. Todas possuem suas complexidades, por mais que aparecem por pouco tempo na tela. Elas são humanizadas, mas seus atos não são relativizados. A crueldade de Paul é apontada o tempo inteiro, mas é nítida a preocupação do roteiro em mostrar a sua certeza de lógica para suas ações. Ao mesmo tempo, ele é um vilão inquestionável. Da mesma maneira, Stella é a heroína da história, sem dúvidas, porém ela possui segredos e más condutas em alguns momentos. Um segundo elemento destacável é a tensão da proximidade e distanciamento entre Spector e Gibson. Eles dividem o mesmo espaço ou ficam em direções opostas, as cenas de maior intensidade são as que os dois conversam ou ficam no mesmo ambiente de qualquer forma.

 

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2 – Collateral (2018) – Em quatro episódios, a minissérie britânica consegue discutir temas como xenofobia, privilégios sociais e misoginia. Com ação e construção de tensão, o espectador pode ser pego pela produção por gostar de histórias de crime e mistério. Mas, outro viés intenso é o olhar sob as personagens femininas da trama. A câmera revela a empatia entre as mulheres e o olhar sujo e/ou equivocado que os homens possuem sobre elas. Contudo, esta camada é sutil sem, no entanto, deixar de ser perceptiva.  Um bônus é a interpretação da atriz Carrey Mulligan (Educação). Com gestos precisos, ela demonstra o presente e o passado impressos em sua construção para o papel. Vê-se em Kip a ex-esportista, a policial, a mãe, a mulher etc.

 

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1 – The Good Place (2016-) – Criada por Michael Schur (Parks and Recreations), a série conta a história de Eleanor Shellstrop (Kristen Bell). A jovem acabou de morrer e foi parar em uma espécie de paraíso. O lugar calcula a entrada de seus moradores através de um sistema de pontuação de atos bons e ruins. Esta é apenas a premissa da produção que possui muitos plot twists e novas descobertas a cada episódio. Este fator poderia fazer com que a trama se desgastasse ou parecesse apelativa. Contudo, a estratégia de reviravoltas enormes acabam dando fôlego para a história. O ritmo não fica comprometido, pois as relações interpessoais acontecem em uma velocidade oposta aos acontecimentos gerais, nos quais estão envolvidos todos que cercam Eleanor. A utilização de temores cotidianos humanos, junto com o estudo da Ética e da Moral, mais o humor típico de Schur dão o tom e a graça de The Good Place, que merece ser vista.

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