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Comédia em Série: Por que, onde e como assistir Seinfeld?

Porque assistir: A série sobre nada

Qualquer fã de sitcom que se preze já viu ou, pelo menos, ouviu falar em Seinfeld, tida por muitos como a maior série do gênero. Se você gosta de Friends, The Office, It’s Always Sunny in Philadelphia ou Broad City, saiba que todas elas devem alguma coisa a Seinfeld. O seriado surgiu no final da década de 80 e demorou para encontrar um público, até que em sua quarta temporada Jerry e George (Jason Alexander) tentam vender para a NBC uma produção sobre a vida de Jerry com seus amigos em Nova Iorque e a sinopse é “Uma série sobre nada”. Tirando sarro de si mesma, a frase ficou conhecida e nessa época a obra começou a ser reconhecida e assistida, se tornando febre nos Estados Unidos.

No começo dos anos 90, quatro amigos neuróticos conversando sobre qualquer coisa enquanto perambulam por Nova Iorque era algo novo. Até então as sitcoms eram focadas em famílias, como I love Lucy, ou locais de trabalho como Cheers, e todo final de episódio os personagens se reconciliavam ou seus problemas eram resolvidos. Larry David, co-criador da série, junto a Jerry Seinfeld, tinha o lema de que não deveriam haver tapinhas nas costas nos fins dos episódios, ou seja, nada de momentos fofos e água com açúcar, para eles tudo o que importava era: isso é engraçado? Então, esqueça romance e lições de moral, o propósito é te surpreender e te fazer rir.

 

Um vídeo-ensaio sobre a filosofia da série

Como assistir: Tentando achar o tom em seus personagens

Ao contrário da maioria das séries de comédia, Seinfeld fica mais engraçada com o passar do tempo. Não só porque a escrita melhora, mas também os atores e até mesmo o orçamento. Larry David tinha muitas diferenças criativas com o canal que sempre colocava rédeas em suas ideias ousadas. Por exemplo, ele queria que a série não fosse filmada com risadas ao fundo,o que hoje é uma realidade não era feito naquela época. Com o sucesso, o canal começou a deixar eles fazerem o que queriam e a liberdade criativa afetou a qualidade de forma muito positiva.

George Costanza é o melhor amigo de Jerry na trama e um dos melhores personagens que existem. O próprio ator do personagem disse acreditar nas primeiras temporadas que seu personagem era uma espécie de Woody Allen, mas quando ele percebeu que o personagem era inspirado em Larry David, tudo ficou mais claro e é possível ver o personagem criar força. George é mentiroso, aproveitador, covarde, neurótico, ansioso e muito engraçado. A série não tinha medo de fazer personagens imorais, mas muito divertidos de acompanhar.

Experiência Seinfeld: exibição em Nova York comemora 30 anos da série

Elaine Benes (Julia Louis-Dreyfus) foi uma revolução na retratação de mulheres na TV. Entrando no enredo no meio da primeira temporada como uma ex de Jerry que se tornou sua amiga, ela surgiu como uma sugestão do canal que achava que a série precisava de uma presença feminina ou de um romance (mas de romance não teve nada). Aos poucos, Benes foi ganhando espaço e se tornando uma das personagens femininas mais irreverentes das séries. Aqui você encontra uma lista com todos os motivos, muitas vezes esdrúxulos, pelos quais Elaine terminou com algum namorado. Não que Elaine seja perfeita, muito pelo contrário e é por isso que ela é tão importante. Uma personagem feminina engraçada, bem escrita e performada é sempre um prazer de assistir.

Kramer (Michael Richards) é o vizinho de Jerry que sempre entra sem bater (essa Friends copiou na cara dura) e é um daqueles personagens de quem você pode esperar qualquer coisa, com um humor bem físico à la Charlie Chaplin e Jim Carrey. Jerry é o ponto central da série, mesmo o Jerry Seinfeld não sendo lá muito bom ator, eles chegam até a fazer algumas piadas sobre isso, ele tem uma perspectiva muito cômica sobre a vida, sempre fazendo piadas e comentários sobre o cotidiano. A série é um prato cheio pra quem gosta de humor observacional.

 

Onde assistir?

A série está no Prime Video por enquanto, mas foi comprada pela Netflix e será exibida no streaming mundialmente a partir de 2021.

 

Aqui vai um vídeo da Carol Moreira pra te convencer de vez a ver a série!

 

*Laize Ricarte é graduanda em Produção Cultural e trabalha como comediante, roteirista e cineasta.

Especial Ryan Murphy: Pontos Altos e Baixos

 

Por Enoe Lopes Pontes

 

Neste mês, a nova produção de Ryan Murphy chega ao catálogo da Netflix. Intitulada Hollywood, a série mostra  um grupo de artistas que deseja ingressar na carreira cinematográfica, no final dos anos 1940. Para realizar tal intento, eles não medem esforços e nem têm limites. Procurando evocar um tom nostálgico da Era de Ouro hollywoodiana, Murphy se vale de personagens típicas de seu leque criativo. Marcam a trama deste seu novo projeto homens e mulheres egoístas, sem escrúpulos e corruptíveis, assim como em todos os outros.

Apesar desta constante repetição criativa, as escolhas de Ryan parecem surtir efeito e o mesmo coleciona sucessos. Obviamente, o realizador consegue emplacar diversos materiais de qualidade e que agradam ao público em menor ou maior medida. Isto há mais de dez anos! Com uma lista extensa de narrativas serializadas bem sucedidas, ele é um showrunner e produtor que parece uma máquina de criação! Títulos como Glee, American Horror Story, American Crime Story, Feud, Pose e The Politician. Pensando nisso, o Série a Sério selecionou os melhores e piores títulos da carreira de Ryan Murphy. Confira!

 

PONTOS ALTOS

 

American Horror Story: Asylum (2012) – Com uma estrutura antológica, a cada ano, American Horror Story traz novos enredos, personagens e temas.  Em uma temporada mais regular, dentro deste sistema unitário criado por Ryan Murphy, Asylum conta com uma progressão dramática aparentemente bem planejada. As características das personagens permanecem firmes. Ainda que exista uma transformação nelas, a partir dos dramas e vivências pesadas que experienciam, cria-se uma conexão com elas e novas camadas são sempre reveladas. A regularidade da trama se completa através das boas escolhas da direção, por exemplo, através da boa utilização de movimentos de câmera e angulações, é possível fomentar as sensações que o texto deseja passar. A instalação do medo do sobrenatural, mesclada com o terror causado pelas figuras humanas completam o tom desta temporada, que é a mais segura dentro da trajetória da produção.

 

 

Pose (2018-) – Conseguido equilibrar a trama e trazendo menos instabilidade, estancando um pouco de sua misoginia e explorando de forma mais honesta a representatividade, Pose entrega um resultado consistente. Talvez, por estar ao lado não apenas de seu colega de criação em American Horror Story, o Brad Falchuk (Nip/tuck), mas por também contar com Steven Canals (Dead of Summer), ele tenha conseguido canalizar a sua criatividade e não se perder no meio de suas criações. As personagens possuem uma certa sofisticação na construção, possuindo não apenas as múltiplas camadas que as séries de Murphy apresentam, mas as mantendo assim em seus dois anos de exibição.

 

 

PONTOS BAIXOS

 

American Horror Story: Hotel (2015) – Com a saída de Jessica Lange (Feud) do elenco da série, criou-se uma expectativa na base de fãs do seriado de que Ryan Murphy fosse suprir essa falta com uma história potente e empolgante. Como de costume, o roteirista trouxe um plot forte, no qual explorava uma história baseada em fatos reais, bastante sombria, a do Hotel Cortez. Para completar, o autor escreveu uma personagem intensa para a Lady Gaga interpretar. O primeiro episódio é minucioso e revela figuras aparentemente sombrio, com mistérios que podem despertar a curiosidade do público. No entanto, tudo que vem depois é repetitivo, inconstante e sem rumo, até para Murphy. Em todo momento, a narrativa parece enganar o espectador, não se sabe ao certo quem é o vilão ali. Tranquilamente, isto poderia ser um elemento positivo. Contudo, a sensação que fica é de uma dúvida dos próprios roteiristas, que buscam chocar e criar reviravoltas exageradamente.

 

The Politician (2019) – Indo por um caminho oposto ao de Pose, aqui tem-se um exemplo perfeito da junção de todos os incômodos do universo Murphy, reunidos em uma só obra. Perdido em sua própria premissa, o roteiro se esgota muito antes de sua finale. As personagens são sombras de estereótipos, não conseguindo ao menos sustentar a proposta exagerada que o início da série parece desejar retratar. Apesar de conter diversidade dentro do elenco e no enredo, o foco está sempre voltado para o rapaz branco, que se agarra ao padrão heteronormativo em qualquer sinal de pânico. O encaminhamento da trama também é frouxo. Nas idas e vindas das confusões do protagonista, a história não consegue focar em um conflito principal, muito menos explorar todas as subtramas que vão sendo jogadas episódio a episódio.

Especial – Melhores participantes do Masterchef Brasil

por Enoe Lopes Pontes

 

Neste domingo, 25, acontece a final da sexta temporada do Masterchef Brasil para cozinheiros amadores. Os participantes que integram a noite de disputa são Lorena e Rodrigo. Apresentado pela jornalista Ana Paula Padrão, quem decide o resultado são três chefes de cozinha, considerados pelo público e pela crítica, renomados, são eles: Paola Carosella, Henrique Fogaça e Érick Jacquin. O episódio será exibido às 20h, no canal Band.

 

Pensando na popularidade do reality, o Série a Sério preparou uma lista com o melhores integrsntes de todos os tempos, das últimas seis edições do seriado. A decisão foi muito difícil, mas no final, acabamos tendo que fazer algumas escolhas tensas! Confira!

 

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10 – Jiang Pu – Participante da segunda temporada do programa, Jiang conquistou o público com seu jeito doce e as suas referências asiáticas. Concentrada dentro da cozinha, Pu ficou no terceiro lugar do pódio da competição e provocou lágrimas no Twitter em sua saída. Atualmente, ela continua na profissão e possui um restaurante, em São Paulo.

 

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9 – Estefano Zaquini – Com um foco maior para a confeitaria, mas buscando ir bem em todos os tipos de pratos, Estefano foi integrante do primeiro Masterchef Brasil. Após sair do programa, Zaquini estagiou no restaurante de Érick Jacquin, o Tarta&Co. Atualmente, o jovem está perto de se formar em gastronomia e tem um quadro no “Mulheres”, da TV Gazeta. O chefe está nesta lista por ter demonstrado garra, determinação e carisma durante o tempo em que esteve no Masterchef.

 

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8 – Eliane Ribeiro – Treta! É impossível esquecer as polêmicas e confusões que envolveram Eliane, na quinta temporada do Masterchef. Apesar de possuir alguns haters no caminho, Ribeiro sempre demonstrou uma vontade imensa de estar no reality e era leal aos que faziam parceria com ela. Apesar de não ter vencido a competição, chegou perto, ficando em terceiro lugar. Atualmente, a jovem chefe possui um canal no Youtube, chamado Lili e o Mundo.

 

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7 – Lorena Dayse – Finalista na competição da sexta temporada do Masterchef Brasil, Lorena chegou no programa com um discurso potente e coerente sobre a força do Norte e Nordeste e toda a sua vontade de vencer para representar a região! E o desejo ficava estampado em seus pratos, com temperos que faziam jus as suas origens, incluindo o seu amado coentro! Se a competidora irá vencer, somente o futuro dirá, porém sua popularidade já é considerável! Lorena acumula 128 mil seguidores no instagram e quase 10 mil no Twitter.

 

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6 – Haila Santuá – Também integrante da sexta edição do Masterchef Brasil amadores, Haila ficou com o quinto lugar da competição. Ela demonstrou que doçura combinada com determinação podem virar uma arma extremamente forte dentro de uma disputa. Sempre atenta aos colegas, ela conseguiu equilibrar, na maioria das vezes, um bom resultado, junto com um help para os concorrentes de reality. Quem lembra quando ela parou a torta de limão para ajudar Imaculada na fase de seleção inicial? Pois este foi seu jeito de lidar com o Mastechef, mesmo não aguentando a pressão de quando em quando. Santuá não venceu, mas acumulou um belo fandom e uma trajetória muito intensa para recordar e trilhar um caminho bacana. Quem sabe? Vamos acompanhar!

 

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5 – Helena Manosso – Integrante da primeira edição do Masterchef Brasil, Helena começou discreta e foi crescendo em cada episódio, chegando na final com um menu muito elogiado pelos chefes. Apesar de ter ficado em segundo lugar, Manosso se manteve na profissão. Ao lado de seu marido e colega de temporada, o Lúcio, ela comanda a Salt&Pepper, rede de consultoria gastronômica. Helena ocupa a quinta posição, por ter sido uma participante marcante, que brilhava nas provas do reality e que possuía muito carisma e simpatia.

 

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4 – Izabel Alvares – Vencedora da segunda edição do Masterchef Brasil, Izabel chegou no topo do pódio com muita humildade, doçura, foco e depois de assumir certa confiança em si mesma. Sendo eliminada no sexto episódio, ela retornou na repescagem e passou a demonstrar mais segurança e estudo. O resultado foi o troféu que ela tanto sonhava. Atualmente, Izabel possui a marca Magrela, rede de produtos alimentícios saudáveis.

 

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3 – Maria Antonia Russi – A terceira colocada da lista divide opiniões dentro do público do Masterchef. Adorada por uma parte dos espectadores e odiada por outra, ela ocupa esta posição em nosso top 10 por ter sido uma participante que venceu muitos desafios e, assim como Izabel, por ter conseguido dar a volta por cima e ter mais confiança em si mesma. Com um jeito um tanto atrapalhado, Maria era uma integrante engraçada e divertida e que foi demonstrando sua capacidade dentro da cozinha cada vez mais. Na final, ela surpreendeu os jurados montando um menu com bastante personalidade! O que fez com que Russi ganhasse a competição e enlouquecesse seu fandom. Atualmente, Maria Antonia possui um canal do no Youtube, que carrega o seu nome como título!

 

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2 – Cecília Padilha – Favorita de sua temporada, Cecília ficou em sexto lugar na primeira edição do Masterchef. No entanto, apesar desta zebra, ela vinha trilhando um caminho de acúmulo de vitórias e o mezanino era conhecido como o “Camarote da Cecília”. A sua popularidade com o público do programa foi intensa na época e reveberou para o sucesso de seus empreendimentos desde então. hoje em dia, ela escreve para o Prazeres da Mesa e a Revista do Gramado. Padilha também possui um canal, chamado Yes, we cook, que acumula mais de 5 mil seguidores.

 

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1 – Raquel Novais – Participante de uma temporada disputadíssima como foi a terceira edição do Masterchef, Raquel conseguia se destacar com feedbacks muito positivos, mas que jamais abalavam seu comportamento. Sempre humilde e de ouvidos atentos, Novais buscava uma relação amistosa com seus colegas de competição e tentava não entrar nas inúmeras tretas que aconteciam. O resultado foi o terceiro lugar no pódio, que poderia ter sido primeiro se não fosse um pequeno deslize na semifinal. Atualmente, Raquel tem um programa chamado Cozinha Amiga, na TV Gazeta.

Especial Maratona de séries curtas para o Carnaval

por Enoe Lopes Pontes

O Carnaval é uma comemoração que possui vários tipos de diversão para cada estilo de pessoa. Pode ser uma época para dançar, cantar, pular, viajar, relaxar, maratonar filmes e seriados ou tudo isto junto. Mas, como o site tem um foco específico, claro, o Série a Sério pensou nos seriadores de plantão e elaborou uma lista com dicas de produções para assistir durante o feriado. Contudo, há um detalhe especial aqui! Todas são narrativas curtas, já que só faltam poucos dias para o encerramento dos festejos! Assim, no top 5 se encontram tramas com poucos episódios, dando a capacidade ao espectador mais apaixonado de ver todos os títulos sugeridos até a quarta-feira de cinzas!

 

LISTA

 

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5 – Good Girls (2018) – Três mães do subúrbio dos Estados Unidos viram criminosas da noite para o dia. Somente a ideia da série já pode despertar certa curiosidade no espectador, certo? Mas, é o desenvolvimento deste plot que mais diverte e surpreende. As reviravoltas dentro da trama é um dos destaques da produção, pois as situações postas vividas pelas personagens principais são quase surreais, dentro do que é apresentando para o público sobre quem são estas personas.  A partir da premissa, existem duas coisas mais relevantes para o prazer em assistir ao seriado: as tiradas sarcásticas (para quem gosta de humor sombrio, melhor ainda) e a forma como as mulheres se unem e lutam por sua sobrevivência, demonstrando toda a sua capacidade de defesa, inteligência e destreza para se safar de situações aparentemente impossíveis de serem solucionadas.

 

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4 – Sex Education (2019-) – Com um total de oito episódios, a primeira temporada do seriado foi tão bem sucedida que a Netflix já confirmou o seu segundo ano no ar. Mostrando o dia a dia de um jovem que tem uma mãe terapeuta sexual, a produção consegue discutir temas importantes e profundos para adolescentes, conseguindo manter um tom leve. Mesclando as tensões e embaraços da puberdade com os maiores prazeres deste período, a graça de Sex Education são as relações de Otis (Asa Butterfiled) com as pessoas que o cercam, sejam as mais antigas em sua vida ou as mais novas. Neste sentido, a dinâmica do protagonista cresce quando está ao lado das personagens Maeve (Emma Mackay), Eric (Ncuti Gatwa) e Jean (Gillian Anderson). Ocupando o espaço de crush, melhor amigo e mãe, respectivamente, é possível conhecer os detalhes sobre Otis nos diversos âmbitos de sua vida, principalmente no que tangem seus conflitos sexuais. Paralelo ao que acontece com o garoto, também existem os casos que Otis analisa quando decide ser um conselheiro sexual dentro de sua escola, inspirado nas coisas que aprendeu dentro de casa.

 

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3 – The Fall (2013-2016) – Criada por Alan Cubbit (Prime Suspect), a série possui três temporadas de seis episódios e conta como Stella Gibson (Gillian Anderson) investiga diversos assassinatos que estão acontecendo no Norte da Irlanda. A trama mostra para o público o ponto de vista da policial e do psicopata, como os crimes são cometidos e quais os caminhos a detetive segue para solucionar o caso. No entanto, é preciso ter estômago para encarar a frieza do assassino Paul Spector (Jamie Dornan) e como o mesmo age com suas vítimas. O ponto alto da produção é a forma como são demonstradas as personalidades das personagens. Todas possuem suas complexidades, por mais que aparecem por pouco tempo na tela. Elas são humanizadas, mas seus atos não são relativizados. A crueldade de Paul é apontada o tempo inteiro, mas é nítida a preocupação do roteiro em mostrar a sua certeza de lógica para suas ações. Ao mesmo tempo, ele é um vilão inquestionável. Da mesma maneira, Stella é a heroína da história, sem dúvidas, porém ela possui segredos e más condutas em alguns momentos. Um segundo elemento destacável é a tensão da proximidade e distanciamento entre Spector e Gibson. Eles dividem o mesmo espaço ou ficam em direções opostas, as cenas de maior intensidade são as que os dois conversam ou ficam no mesmo ambiente de qualquer forma.

 

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2 – Collateral (2018) – Em quatro episódios, a minissérie britânica consegue discutir temas como xenofobia, privilégios sociais e misoginia. Com ação e construção de tensão, o espectador pode ser pego pela produção por gostar de histórias de crime e mistério. Mas, outro viés intenso é o olhar sob as personagens femininas da trama. A câmera revela a empatia entre as mulheres e o olhar sujo e/ou equivocado que os homens possuem sobre elas. Contudo, esta camada é sutil sem, no entanto, deixar de ser perceptiva.  Um bônus é a interpretação da atriz Carrey Mulligan (Educação). Com gestos precisos, ela demonstra o presente e o passado impressos em sua construção para o papel. Vê-se em Kip a ex-esportista, a policial, a mãe, a mulher etc.

 

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1 – The Good Place (2016-) – Criada por Michael Schur (Parks and Recreations), a série conta a história de Eleanor Shellstrop (Kristen Bell). A jovem acabou de morrer e foi parar em uma espécie de paraíso. O lugar calcula a entrada de seus moradores através de um sistema de pontuação de atos bons e ruins. Esta é apenas a premissa da produção que possui muitos plot twists e novas descobertas a cada episódio. Este fator poderia fazer com que a trama se desgastasse ou parecesse apelativa. Contudo, a estratégia de reviravoltas enormes acabam dando fôlego para a história. O ritmo não fica comprometido, pois as relações interpessoais acontecem em uma velocidade oposta aos acontecimentos gerais, nos quais estão envolvidos todos que cercam Eleanor. A utilização de temores cotidianos humanos, junto com o estudo da Ética e da Moral, mais o humor típico de Schur dão o tom e a graça de The Good Place, que merece ser vista.

Especial – Melhores Episódios de Natal

por Enoe Lopes Pontes

Ho ho ho!!! O Natal chegou e nada mais aconchegante que um prato cheio de comidas e a TV ligada no seu seriado preferido! Mas, como várias produções possuem especiais de final de ano, como decidir o que ver durante o feriado? Pensando nisso, o Série a Sério resolveu te ajudar e trazer uma lista dos melhores episódios natalinos para ver com a/o crush, a família, os amigos ou, também, na melhor companhia possível: você mesmo!

 

LISTA

 

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5 – Grandma Got Run by a Reindeer (2×12 – Grey’s Anatomy): Em meio as alas do Seattle Grace Hospital e pacientes sendo atendidos a todo momento, o clima de Natal está no ar, principalmente – quase exclusivamente – com Izzie (Katherine Heigl). A jovem se empolga nas decorações natalinas e adora os festejo. Já seus colegas, não são tão fãs do feriado. Contudo, até o final do episódio muitas reflexões e discussões são feitas e vidas são salvas!

 

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4 – The Bracebridge Dinner (2×10 – Gilmore Girls) – Pegue a sua maior caneca de café, uma pilha de guloseimas e assista a um dos melhores episódios de Gilmore Girls da série inteira! Numa inesperada mudança climática, a convenção que Lorelai (Lauren Graham) estava preparando é arruinada! Nenhum hóspede consegue chegar ao Independece Inn, pousada que ela e alguns de seus amigos trabalham. Por esta razão, todos os moradores de Stars Hollow são convidados a participar do evento que já estava pronto, mas sem ninguém para usufruir. É no 2×10 que acontece o passeio de trenó inesquecível entre Lorelai e Luke (Scott Patterson). É aqui também que Rory (Alexis Bledel) está quase no ápice de sua confusão de saber se gosta mais de Dean (Jarred Padalecki) ou Jess (Milo Ventimiglia).

 

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3 – Extraordinary Merry Christmas (3×09 – Glee) – Como é de costume durante a produção inteira, neste episódio de Natal, o público também vai encontrar muita música e dança. Na narrativa do 3×09, os integrantes do Glee Club são convidados para se apresentar em dois eventos diferentes, mas que são no mesmo horário. Um vai beneficiar a aparência e as carreiras deles. O outro, vai ajudar quem passa por necessidades durante o feriado natalino. Com este problema nas mãos, eles precisam tomar uma decisão. Além de tudo isso, os anseios, dramas e tensões da vida de Rachel Berry  têm destaque aqui, mas nada que atrapalhe a diversão da cantoria e alegria dos artistas adolescentes!

 

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2 – How Lily Stole Christmas (2×11 – How I met Your Mother) – Ted (Josh Radnor) xingou Lily (Alyson Hannigan) de um nome terrível que rima com Grinch em inglês, quando ela tinha terminado o noivado com seu melhor amigo! Depois que tudo já estava bem novamente, a jovem descobre isto e retira toda a decoração de Natal do apartamento de Ted e seu parceiro, Marshall (Jason Segell), levando tudo para sua própria casa. A ação de Lily rende muitas piadas e situações engraçadas, como é típico da série.

 

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1 –The One with the Routine (6×10 – Friends) – Friends possui diversos episódios incríveis de Natal, mas, este consegue ser o mais engraçado e divertido de todos. Além disso, o 6×10 junta o clima de Natal e Ano Novo com muito humor e piadas características de cada personagem. O destaque fica para a dupla Monica (Courteney Cox) e Ross (David Schwimmer) e a dança especial que eles criaram desde a infância. Os passos coreografados pela dupla são o maior mico e eles acham que estão arrasando! Claro que aí é que está a graça toda da situação. Do outro lado, o público vê Phoebe (Lisa Kudrow), Rachel (Jennifer Aniston) e Chandler (Matthew Perry) procurando os presentes natalinos que Monica escondeu no apartamento! Por fim, Joey (Matt leBlanc) está passando por momentos de tensão com a nova garota que está apaixonado, claro! Cada pequeno plot do 6×10 é bem aproveitado e a mais da dinâmica entre as personagens é estabelecida, fazendo da produção o que ela é, umas das melhores comédias estadunidenses da TV.

Especial: Séries que tratam sobre militância

Por Enoe Lopes Pontes

Assistir seriados pode ser um momento de relaxamento, de desligar-se do mundo e curtir aquela maratona divertida. Mas, o lazer também tem a possibilidade de chegar com reflexões e pautas relevantes para a sociedade. Enquanto o espectador consome uma produção bacana, que prende a atenção, a representatividade e a luta das chamadas minorias sociais acrescentam qualidade ao seriado.

Pensando nisso, o Série a Sério traz agora uma lista com séries que tratam sobre militância de diversas formas. Aqui, a busca foi enumerar obras que abordam temas mais variados possíveis, que possuem um discurso coerente e que conseguem debater  questões importantes para serem fomentadas, trazendo soluções.

Lembrando que a ideia da lista veio de um sorteio com sugestões de nossos leitores pelo o instagram do site (@serie_a_serio). O público pode interagir e mandar dicas para a página sempre que desejar. Mas, por enquanto, fique ligadinho neste top 5, feito para você que curte estar engajado e informado!

 

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5 – Sense8 (2015-2018): Oito pessoas, espalhadas pelo mundo, estão conectadas entre si e conseguem viver situações e sentimentos iguais, ao mesmo tempo. Localizados em regiões distintas, a representatividade dentro do seriado começa pelas diferentes etnias do grupo. Contudo, o ponto alto de reflexão da série vem da personagem Nomi Marks (Jamie Clayton), uma garota transgênero que precisa lutar contra a família que não aceita a sua identidade. Além de ser trans, Nomi é lésbica, o que deixa ainda mais tensa a sua relação com os parentes. Mas, Sense8 tem outras questões relevantes como: a homossexualidade do ator famoso Lito (Miguel Silvestre), as dificuldades sociais e financeiras de Capheus (Aml Ameen) e o girl power de Sun (Bae Doona). Apesar de muitas pautas necessárias e uma premissa instigante, a produção ficou muito custosa e foi cancelada em 2018. Ainda assim, vale a pena conferi-la.

 

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4 –  The Fosters (2013-2018): Produzida por Jennifer Lopez e exibida pelo canal Freeform, a série conta jornada de uma família estadunidense não tão convencional. Duas mulheres são casadas e possuem três filhos. O garoto mais velho é fruto do primeiro matrimônio de Stef (Teri Polo). Já os gêmeos Jesus (Noah Centineo) e Mariana (Cierra Ramirez) são adotivos e de origem latina. De repente, Stef e Lena (Sherri Saum) precisam acolher mais duas crianças temporariamente: Callie (Maia Mitchell) e Jude (Hayden Byerly). Dentro deste contexto, é impressionante como o seriado tem a capacidade abarcar múltiplas discussões fortes e importantes da sociedade, em um tom cotidiano. Eles conseguem criar empatia, aproximando o espectador com a realidade daquelas personagens, trazendo isto em uma mãe muito rígida ou uma adolescente rebelde, por exemplo. Assim, assuntos como a descoberta da homossexualidade na adolescência, drogas, alcoolismo, racismo, lesbofobia, estupro, assédio sexual e moral são inseridos em cada episódio. Em alguns momentos, a exposição dos problemas fica um tanto didático, porém os roteiristas equilibram isto colocando instantes de intimidade entre os Fosters.

 

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3 – Faking It (2014-2016): Produzida e exibida pela MTV, Faking it mostra a história de uma escola na qual todas as minorias sociais são populares. Por esta razão, duas melhores amigas fingem ser um casal para chamar a atenção do colégio. A partir disto, Amy (Rita Volk) começa a notar que tem sentimentos reais por Karma (Katie Stevens). Mas, a garota sofre muito porque sua crush gosta de um garoto, o Liam (Greg Sulkin). A partir desta premissa, o seriado foca, inicialmente, em discutir sobre a sexualidade. As duas garotas se questionam sobre gostar de meninos e meninas e existe sempre uma tensão no que tangem a bissexualidade e a homossexualidade, mostrando que as duas orientações existem e precisam ser discutidas. Contudo, a produção avança ainda mais quando traz o tema da intersexualidade. Uma das personagens descobre que é intersexo e a forma como a série trata todo o processo da jovem é delicada e esclarecedora. Por fim, outros assuntos são mencionados em vários episódios, como o racismo, a gordofobia, a mobilidade e a visibilidade de deficientes, a quebra de expectativa em relação aos muçulmanos, entre outras coisas que valem cada minuto gasto!

 

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2 – Dear White people (2017-): Adaptação do filme homônimo de 2014, a série é uma realização da Netflix. Mostrando o dia a dia de uma famosa universidade dos Estados Unidos, na qual a maioria dos estudantes é branca, a produção mostra os desafios que os alunos negros passam no campus. As tensões aumentam após uma festa na qual o tema era blackface. Obviamente, a sugestão foi feita por caucasianos que não possuiam sensibilidade e/ou conhecimento para barrar um ato tão racista. A partir disto, cada episódio trata da perspectiva de uma das personagens do seriado. Dear White People torna-se uma obra muito relevante por trazer pautas essenciais para a comunidade negra, inclusive aquelas que muita gente gosta de fingir que não existem. A autora deste top 5 reconhece que este não é seu lugar de fala, no entanto sabe também da profunda importância da discussão promovida por DWP e, por isso, recomenda que todos a assistam, urgentemente.

 

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1 – The Bold Type (2017-): Racismo, homofobia, empoderamento feminino, intolerância religiosa, relação com tecnologia… Esta série consegue abarcar quase todas as pautas pertinentes para a sociedade contemporânea. Além de provocar reflexão e debate sobre assuntos importantes, a melhor coisa de The Bold Type é o como ela faz isso. Ambientada dentro de uma revista de moda, na maior parte do tempo as personagens principais precisam lidar com a rotina estressante, mas gratificante de seus trabalhos. Exibida pela Freeform, a produção encaixa-se no gênero adolescente e é esse o seu ganho. De maneira leve e divertida, ela consegue sinalizar grandes problemas sofridos pelas pessoas. Questões que parecem bobas, como o julgamento de uma garota pelo o que ela veste, até algo forte como a homossexualidade de uma mulher muçulmana são os destaques de cada episódio, durante as duas temporadas já exibidas. Aqui, o espectador vai se encontrar de alguma maneira. E, apesar dela ser voltada para os teens, The Bold Type consegue dialogar com uma faixa etária ampla. Ainda que a história seja sobre Sutton (Meghann Fahy), Kat (Aishaa Dee) e Jane (Katie Stevens), jovens em ascensão, outras narrativas são colocadas como importantes para o desenvolvimento do enredo. Assim, se você é uma menina que sonha por direitos iguais, é a chefe atenciosa ou alguém que luta para uma flexibilidade maior na sua religião ou cultura, existe a possibilidade de se sentir representada. O seriado ocupa a primeira posição por conseguir imprimir todo o sufocamento das minorias sociais de forma clara e objetiva e trazer também possíveis soluções para os problemas que afligem tanto algumas parcelas da sociedade. Vejam!

Top 5 – Melhores Sitcoms dos Estados Unidos

por Enoe Lopes Pontes

Sabe aquele dia melancólico ou muito cansativo? Ele pode ser rebatido com uma boa comédia! Ligar a TV ou afins, se jogar na cama, e curtir uma narrativa leve e engraçada, acabam salvando os dias difíceis ou apenas rendendo boas risadas para o espectador. Dentro da gama de séries cômicas existem as sitcoms*. Sim, aqueles seriados conhecidos por quase sempre terem uma risadinha no fundo – as chamadas claques. Mas, não é apenas isto que as definem.

As comédias de situação possuem aproximadamente 20 minutos, poucas personagens e cenários. As histórias deste tipo de enredo não pedem continuidade, mas alguns têm em quantidades variadas, a depender da escolha da equipe de criação. Ela pode existir de forma mais leve ou mais intensa. Algumas produções complexificam essa lógica, como é o caso de How I Met Your Mother, que exige um pouco mais do público, com avanços e retornos temporais, entre outras estratégias.

Sejam as mais tradicionais ou mais contemporâneas, as comédias de situação são uma ótima pedida! Pensando na alegria que uma sitcom bem realizada pode trazer, o Série a Sério lista agora um top 5 com as melhores opções para você!! Lembrando que o especial foi escolhido por nossos seguidores no instagram! Então, corre lá, fica ligado em todas as enquetes e vota!

CONFIRAM A LISTA AGORA!!

 

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5- I Love Lucy (1951-1957): Conhecida como a primeira sitcom da TV, a série trouxe consigo muitos dos elementos característicos do que conhecemos do estilo, como: uma duração de aproximadamente vinte minutos, as claques – sim, aquela risadinha e a palminha no fundo –, a quantidade restrita de cenários, figurinos e elenco, entre outras coisas. Inspirada no programa de rádio My Favorite Husband, o seriado era transmitido pelo canal CBS e mostrava o cotidiano do casal Lucy (Lucille Ball) e Ricky (Desi Arnaz). A dupla, também marido e esposa na vida real, dominaram a audiência por dois anos e ficaram entre os primeiros colocados no restante de período de exibição. Além disso, foram agraciados com quatro vitórias no Emmy Awards. Todos os louros de I Love Lucy fazem mais sentido quando o espectador tem contato com a produção. A dinâmica entre Ball e Arnaz é única! Os dois possuem um timing cômico afiado, provocando gargalhadas consecutivas no público. Este também é um mérito do texto ágil e certeiro. Pois, apesar das histórias de cada episódio serem simples – ainda mais se olhamos para elas em 2018 -, estas eram amarradas e sem  pontas soltas, criando toda a confusão necessária para criar o riso, mas sabendo como encerrar a peripécia ao final de cada transmissão.

 

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4 – Modern Family (2009-): Com uma base simples e tradicional de sitcoms dos Estados Unidos, a série inova e traz novos elementos para o gênero. Abordando o cotidiano familiar do patriarca Jay Pritchett, a história é contada com elementos do documentário, o que é chamado de “mocumentário” – do inglês to mock, em português “zoar”, que seria uma produção documental de “mentirinha”, uma brincadeira com o gênero. Além do estilo pouco utilizado em narrativas seriadas televisivas, a história traz uma família menos convencional ou, como já diz o título, mais moderna, podendo aproximar mais o espectador de sua realidade, mostrando as múltiplas possibilidades de amores e afetos. Jay tem filhos e netos biológicos do primeiro casamento e adotivos do segundo matrimônio, além dos genros, claro. Mas, o ponto alto de Modern é o roteiro que inicia com peripécias individuais, dividas em nos três núcleos principais, que vão se encontrando durante o episódio, até que o problema seja resolvido. A maneira como as confusões acontecem também valem a pena! A sagacidade da personagem Claire (Julie Bowen) em contraponto com as tolices de seu marido, Phil (Ty Burrel) deixam as cenas ainda mais engraçadas. Para arrematar, as relações entre as personagens são bens construídas. Entre rusgas e carinhos habituais entre parentes, o relacionamento entre cada membro dos Pritchett/Dunphy/Tcuher é desenvolvida ao decorrer da história. Modern Family está em sua nona temporada e já recebeu dezenove Emmy Awards e um Globo de Ouro. Esta também é uma razão para escolhê-la em uma boa maratona de final de semana.

 

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3 – How I Met Your Mother (2005-2014): Cinco amigos se divertem em um bar, ao som da narração do protagonista que conta como conheceu a mãe de seus filhos! Esta é a premissa da série How I Met Your Mother. Criada por Carter Bays e Craig Thomas (American Dad), a história do seriado parece simples, mas foram nove anos de muitas relações, conflitos e idas e vindas dentro da história. Não à toa,  o desfecho dela foi super polêmico para o fandom. Contudo, o mais interessante aqui é não é seu final e sim o caminho dela. Antes de mais nada, durante o texto foi dito que a uma das características mais comuns de sitcoms é a pouca continuidade entre um episódio e outro. HIMYM subverte isto e tem uma trama contada com mais prosseguimento que o padrão e com mistura de temporalidades. Como assim? Então, Ted Mosby (Josh Radnor) é um arquiteto, que mora em Nova Iorque e divide o apartamento com um casal de amigos. Além disso, tem uma crush e um amigo sem noção que sempre estão com ele. Para que o espectador descubra suas aventuras até chegar a “Mother”, a história vai e volta. Apesar de seguir uma cronologia majoritariamente fixa, os autores da produção vão deixando pistas do futuro e do passado que vão incrementando a narrativa. A questão das dicas, das fases da vida de Mosby e de seus amigos, é o ponto alto de HIMYM. Obviamente que para estar no terceiro lugar desta lista ela possui outras qualidades como: uma boa dinâmica do elenco – olhares trocados, gestos marcantes de cada personagem, a utilização dos objetos de cena -, as piadas vindas das mancadas de Ted, os cenários que casam com a personalidade das personagens, estes são alguns dos elementos que fazem as temporadas valerem muito!

 

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2 – Seinfeld (1989-1998): Uma série sobre “o nada”! Era assim que Seinfeld se intitulava nos final da década de 1980 e início de 1990. O protagonista, que dá o nome ao seriado, trabalha com stand-up comedy e vive situações loucas dentro de um cotidiano aparentemente comum. Mas, é justamente do que parece ser “normal” e corriqueiro que surgem as suas tiradas mais cômicas. Esperar na fila, fumar um charuto, passar o dia na praia, são inúmeras as situações tranquilas que os quatro amigos conseguem transformar em catastróficas. Ah! Outro detalhe bacana é que conforme a história vai avançando  e alguns easter eggs vão acontecendo. Detalhes sobre outras temporadas refletem nas posteriores! Lembrar da carteira que o pai de Jerry Seinfeld não conseguia encontrar é uma delas, por exemplo. O texto e o elenco principal se equilibram em qualidade, o que aumenta a graça para o público que vê as personagens se enrolando cada vez mais nas situações em que se enfiam. Além de toda a sua qualidade, a produção inspirou muitas outras sitcoms que viriam posteriormente!

 

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1 – Friends (1994-2004): Claro! Em uma lista de melhores sitcoms, comédias ou séries, Friends é um seriado que precisa aparecer. Com dez temporadas no currículo, o seriado contava a história de seis amigos que moravam em Nova Iorque e passavam por questões que envolviam trabalho, amores e amizade. A premissa, assim como nos casos anteriores, é simples. Contudo, a produção conseguiu que o público criasse um laço afetivo com a trama, o que gerou todo o grande sucesso que ela recebeu . O seu maior destaque era saber equilibrar com destreza as personalidades das personagens, que se completavam quando estavam juntas. Além disso, as temporadas mesclavam os conflitos e conquistas dos amigos, criando empatia pelas seis figuras em cena. Para completar, o seu teor cômico vai crescendo durante os episódios. Os autores – Marta Kauffman e David Crane – vão inserido novas gags e, ao mesmo tempo, utilizam aquelas já conhecidas pelo espectador, deixando camadas de comicidade dentro das piadas. Outro elemento é a utilização do espaço. Apesar de ter poucos cenários – traço comum em sitcoms – ações dentro do apartamento de Mônica (Courtney Cox) e de Joey (Matt le Blanc) dialogam entre sim e compõe com o que foi ou será debatido na cafeteria frequentada pelos jovens, o Central Perk. Os locais também possuem uma direção de arte singela, porém cuidadosa. Inclusive, muitos objetos de cena se transformaram em clássicos.

 

*Sitcom: Comédia de Situação

TOP 5 – SÉRIES GIRL POWER

por Enoe Lopes Pontes

Representatividade! Ligar a TV, acessar o tablet, abrir o computador e se ver na tela é uma das melhores sensações que a recepção pode ter. Apesar de Hollywood ser uma terra dominada por homens – sobretudo brancos -, as produções têm apresentado uma maior quantidade de personagens de gêneros, etnias e sexualidades distintas. Obviamente, a igualdade não foi alcançada, ela ainda está muito longe. Contudo, vale celebrar e assistir aos seriados que trazem diversidade na equipe e em seus textos.

Pensando nisso, o Série a Sério traz agora uma lista com cinco séries mais Girl Power da televisão estadunidense. No top 5, foram consideradas a popularidade, o grau de representação na tela e o discurso das produções. Lembrando que o tema foi escolhido pelos leitores em nosso instagram! Confiram!

 

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5. Desperate Housewives (2004-2012): Exibida pelo canal ABC e criada por Marc Cherry (Devious Maids), a série é uma dramédia de mistério, na qual quatro donas de casa perdem uma grande amiga que se suicidou. Juntas, elas descobrem que existem motivos obscuros para a morte da tão querida amiga e passam a investigar os segredos que levam Mary Alice a tirar a própria vida. Além da qualidade técnica do seriado, que sabe dosar em cada episódio os momentos cômicos e trágicos, ter uma boa dinâmica no elenco e uma trilha que casa com a ironia que a produção busca passar, Desperate é puro girl power. Em 2004, o público teve contato com quatro mulheres fortes e donas de si que, apesar de em sua primeira camada, demonstrarem ser esterótipos femininos estabelecidos no imaginário da sociedade: a esposa perfeita e cuidadosa (Bree), a divorciada atrapalhada (Susan), a mãezona estressada, cheia de filhos travessos (Lynette) e a fútil (Gabrielle); eram muito mais do que isso. Durante as oito temporadas de Desperate Housewives estes arquétipos vão caído por terra e as moças vão demonstrando camadas profundas em suas personalidades, as dificuldades enfrentadas por serem mulheres, os dribles no machismo e a força guardada em cada uma.

 

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4. How to Get Away with Murder (2014-): Viola Davis é protagonista deste drama criminal, também exibido pela ABC. Davis interpreta a professora Annalise Keating, uma célebre advogada que precisa de cinco estagiários para trabalhar com ela em seu escritório. Obviamente, ela e os alunos escolhidos envolvem-se em crimes e situações tensas que vão se complicando cada vez mais a medida que a narrativa avança. O girl power está presente na produção tanto em Keating quanto nas figuras femininas coadjuvantes. São as mulheres que descobrem ou planejam as ciladas primeiro, que sabem se expressar melhor e movimentam a trama com mais complexidade e desenvolvimento. HTGAWM é um produto da Shondaland – empresa de Shonda Rhimes, criadora de Scandal e Grey’s Anatomy – e traz consigo uma qualidade presente nas obras da produtora: a diversidade étnica e a visibilidade gay. No caso de How to Get Away, a bissexualidade também está em voga, algo mais raro e muitas vezes tratado de maneira equivocada, como um fetiche ou uma confusão.

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3. Buffy – A Caça Vampiros (1996-2003): Poucas produções possuem um grau tão alto de girl power como esta série. A começar pela protagonista, Buffy Summer (Sarah Michelle-Gellar), uma jovem caçadora de criaturas sobrenaturais. A forma como a personagem é independente, firme e corajosa é uma inspiração. Construída paulatinamente com camadas de complexidades adicionadas a cada ano, sua postura de heroína só cresce dentro da história, chegando no ápice na sétima temporada, quando Summers já é uma mulher totalmente consciente e dona de suas ações. Outro destaque é Willow Rosenberg (Alyson Hannigan), que começa como uma menina ingênua e nerd, a jovem torna-se muito poderosa e determinada. Além disso, Willow é uma das primeiras personagens lésbicas assumidas da telvisão estadunidense e toda a sua trajetória até namorar uma mulher acontece com muita naturalidade e faz sentido dentro da trama. Por fim, é bacana falar sobre a presença de Joyce Summers (Kristine Sutherland), mãe de Buffy. Apesar de trazer um pouco do ideal de espírito maternal, aqui Joss Wheadon – showrunner* de Buffy – criou uma persona mais complexa. Joyce cria a filha sozinha e busca o melhor para ela, mas também tem vida própria e uma personalidade forte. Vejam bem, a produção começou em 1996, quando se era muito comum colocar senhoras rabugentas ou passivas nos enredos. Aqui não! Há fibra, garra e até participação direta em conflitos com mais ação. Na trama ainda existem coadjuvantes fortíssimas como Anya (Emma Caulfield) e Cordelia Chase (Charisma Carpenter). Por estes motivos e por ser muito divertida, Buffy – A Caça Vampiros vale muito a pena ser conferida.

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2. The Handmaid’s Tale (2017-): Fotografia, roteiro e atuações; a qualidade dos elementos técnicos da série já é um chamariz para o espectador. Contudo, a discussão que a produção provoca é ainda mais relevante. Baseado na obra homônima de Margaret Atwood, o enredo traz um mundo distópico no qual as mulheres são brutalmente escravizadas, violentadas e assassinadas. Nada é tão diferente do que a sociedade da vida real vive. O que a história faz é colocar uma lente de aumento nos maus tratos, no machismo, na homofobia e no radicalismo para que o público fique tão tocado e provocado que possa conseguir alcançar algumas reflexões, tais quais: qual o lugar que as mulheres ocupam de fato na sociedade? Quantas repressões elas vivem em seus cotidianos? O que lhes é tirado todos os dias? O que está acontecendo com cada uma delas neste momento? O discurso é potente e as ferramentas para contar as trajetórias destas figuras são muito boas. A segunda temporada já começou a ser disponibilizada pelo canal streaming Hulu. Corre!

 

Resultado de imagem para orange is the new black1. Orange is the New Black (2013-): Observando a quantidade de diversidade presente em Orange, já é possível compreender a razão dela ocupar a primeiríssima colocação da lista. O seriado, porém, vai além disto: há qualidade em sua representações. Inicialmente, o espectador é apresentado ao cotidiano de Piper Chapman (Taylor Schilling), uma menina branca de classe média dos Estados Unidos, que é sentenciada a quinze meses de prisão por envolvimento com tráfico de drogas. A sacada da produção de começar com uma jovem que se encaixa mais no padrão dos EUA e ir introduzindo os conflitos de mulheres de outras etnias e classes sociais, atrai o público diverso e segura o mais conservador. No final das contas, olhando para as cinco temporadas de OITNB, é possível encontrar também a sensibilidade para retratar estas figuras femininas encarceradas, seus conflitos, seus sentimentos, suas vidas dentro e fora da cadeia. Se você ainda não viu Orange, corre lá para ver!

 

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Outros títulos girl powers que valem ser conferidos: I Love Lucy, A Feiticeira, Jeannie é um Gênio, As Panteras, Charmed, Sex and the City, Gilmore Girls, Cold Case, The New Adventures of Old Christine, The Closer, Ghost Whisperer, Weeds, Grey’s Anatomy, The Comeback, Being Erica, Drop Dead Diva, The Good Wife, Body of Proof, Rizzoli & Isles, Revenge, 2 Broke Girls, Lost Girl, Veep, Faking it, The Fosters, Scandal, Supergirl, The Fall, Unbreakable Kimmy Schmidt, Jessica Jones, Crazy Ex-girlfriend, Big Little Lies, The Bold Type.

TOP 5 – MELHORES SÉRIES DA HBO

A Home Box Office, mais conhecido como HBO, é um canal de televisão por assinatura, dos Estados Unidos. Criado em 1972, ele mudou o olhar da crítica e do público para o mundo das séries. Com mais liberdade na pré e pós-produção, ele toruxe para o mercado produções ousadas, tanto na parte técnica quanto no discurso. Pensando nisso, o Série a Sério traz agora uma lista com os melhores seriado da HBO. Lembrando que o top 5 foi votado em nosso instagram: @serie_a_serio.

 

AS CINCO MELHORES SÉRIES DA HBO

 

 

5 – Big Little Lies (2017-) – com um elenco repleto de estrelas como Nicole Kidman e Reese Witherspoon, a série é baseada no romance homônimo de Liane Moriaty e adaptada por David E. Kelly (Ally McBeal). Com um tom de mistério, a história narra a vida de três mães de crianças da primeira série, que têm suas vidas, aparentemente perfeitas, desmoronando. Seus cotidianos vão ficando cada vez mais abalados, até  o dia que um crime ser cometido. O seriado foi premiadíssimo no Emmy Awards e no Globo de Ouro, além de ter sido muito aclamado pela crítica. Com interpretações afiadas, um roteiro sensível e impactante, Big Little Lies entra nesta lista por trazer qualidade técnica e representatividade feminina. Em uma Hollywood que descarta as atrizes quanto mais elas envelhecem e que não consegue imprimir nas telas os verdadeiros conflitos e sentimentos das mulheres, BLL tem fundamental importância.

 

 

4 – Veep (2012-) – Estrelada por Julia Louis-Dreyfus (Seinfeld), a comédia mostra a rotina de uma vice-presidente dos Estados Unidos, Selina Meyer, e como a cadeira que a mesma ocupa não lhe é tão agradável como ela procura mostrar. Aqui, o ponto alto é a dinâmica entre Dreyfus e seu elenco coadjuvante. Ao lado de Anna Chlumsky (Meu primeiro amor), Tony Hale (Arrested Developmnet) e Red Scott (My Boys), o texto ganha ritmo e um tempo cômico preciso. Um exemplo disto, são as cenas nas quais a personagem de Hale pega o álcool gel para limpar as mãos de Selina. Apesar de tentar agradar, ele é extremamente desengonçado e sempre embola as frases que tem que dizer, com a ação que precisa performar. A série também foi bastante premiada nos últimos anos, levando muitos Emmy Awards, principalmente na categoria Melhor Atriz, para Dreyfus.

 

 

 

3 – Família Soprano (1999-2007) – Com seis temporadas no ar, Família Soprano foi um marco na história das séries dos Estados Unidos. Com o que os pesquisadores acadêmicos e a crítica especializada chamam de “Quality TV” (TV de qualidade), a série elevou o conceito do público sobre produções televisivas. Isto porque possuía direção, interpretação, trilha sonora e roteiro bem elaborados. Um dos aspectos dramatúrgicos que chamavam a atenção era o fato do de que o conflito não era o mais relevante na trama e sim como todas estas questões chegavam no protagonista, Tony Soprano (James Gandolfini). Também premiadíssima, Soprano marcou presença em diversos Emmy Awards e Globo de Ouro, durante seu tempo de exibição. A forma como a narrativa era explorada e como as atuações contribuíam para tal intento, fazem da série uma das melhores da HBO e de todos os tempos.

 

 

 

2 – Sexy and the city (1998-2004) – Baseada no livro homônimo da Candace Bushnell, a série fala sobre a vida de quatro amigas novaiorquinas, seus conflitos amorosos e sexuais. O seriado teve bastante relevância, não apenas por sua qualidade técnica, mas por explorar questões sobre a intimidade da mulher, seus objetivos de vida e sua forma de se relacionar, de maneira aberta e exposta. Com episódios de 20 a 30 minutos, narrados pela protagonista, Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), a narrativa seguia como uma espécie de crônica. Atualmente, Sex and the city pode não parecer tão ousada quanto na passagem dos anos 1990 para os 2000, porém ela possuía um girl power e uma forma direta de tratar o sexo que nunca tinha sido visto antes na televisão. Aqui, também fala-se de uma produção premiada. Foram oito Globos de Ouro e mais de dez Emmy Awards.

 

 

1 – Game of Thrones (2011-) – Aposto dez paçocas que você correu para o final da lista para procurar esta série! Baseada na saga escrita por George R. R. Martin, Game of Thrones é uma história de fantasia que conquistou o mundo inteiro. Com dragões, planos diabólicos e personagens que passam longe de serem planas, o seriado é marcado por mortes inesperadas, a presença de mulheres fortes e corajosas e cliffhangers bem elaborados. Obviamente, GOT já venceu Globo de Ouro e Emmy Awards, mas a sua maior característica é a popularidade com o público. Ainda assim, Game of Thrones consegue algo complicado que é agradar a crítica e os espectadores. Mas, não é à toa que a produção tem essa popularidade. Ela consegue agregar bons efeitos visuais, bom roteiro e atuações e um forte carisma das personagens. Por estas razões, GOT ocupa o primeiro lugar desta lista.

 

TOP 5 – MELHORES SÉRIES ESCONDIDAS NA NETFLIX

por Enoe Lopes Pontes

As séries de TV mais vistas são descobertas pelo público através de divulgação pesada, por material dos grandes veículos de comunicação, pelas redes sociais e por indicação de amigos. Sejam  mais novos ou antigos, os seriados mais conhecidos acabam caindo no gosto do público e são muito maratonados. Há alguns casos, no entanto, de produções bem realizadas, mas que perdem seu destaque ou nunca foram descobertas. Algumas obras foram marcantes apenas em suas épocas,  outras não alcançaram uma alta popularidade mundialmente ou são difíceis de encontrar para comprar ou na internet.

Independentemente da razão para este mistério, o Série a Sério garimpou a Netflix e encontrou algumas pérolas um pouco mais raras, que valem pela qualidade, nostalgia, diversão ou puro entretenimento.  A lista – escolhida através de votação em nosso instagram: @serie_a_serio – buscou juntar gêneros, épocas e gostos diversos! Confiram!

 

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5 – VAN HELSING (2016-) – Com duas temporadas exibidas pelo Canal Syfy (Estados Unidos) e pela Netflix, (Brasil), a série mostra uma sociedade distópica, na qual os vampiros infectaram os humanos e tomaram conta do planeta. Numa de mistura que fica entre The Walking Dead (AMC, 2010-) e Hemlock Grove (Netflix, 2013-2015), o seriado prende a atenção por despertar  curiosidade e atenção para o mistério que cerca a narrativa. As revelações ocorrem lentamente, mas sem perder o fôlego ou o ritmo da história. O seu roteiro tem consistência na medida em que sabe amarrar os conflitos que são desenvolvidos em episódios espaçados, sem se perder na teia de peripécias criadas pelos autores. Entre os flashbacks e o presente, o público vai desvendando quem é a protagonista e a sua importância dentro deste universo. Apesar do pontos bacanas, essa estrutura apenas se mantém completamente no primeiro ano de Van Helsing, deixando um gostinho de frustração e enrolação no ar na sua segunda parte. De toda forma, a produção vale ser conferida! Sejam pelas razões já citadas, por ter uma protagonista mulher bem interpretada (Kelly Overton) ou pelos cliffhangers, Helsing justifica a sede de um seriador por um bom binge watching*!

 

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4 – DROP DEAD DIVA (2009-2014) – Exibida pela Lifetime (EUA), e pela Sony (BR), esta é uma daquelas séries que aquecem o coração! Com seis temporadas na bagagem, o seriado narra a trajetória de Deb (Brooke D’Orsay): uma super modelo que sofre um acidente de carro e morre. Após seu falecimento, já no céu, ela aperta um botão que a manda de volta para a Terra. Contudo, ela retorna diferente: em um corpo de uma advogada cdf, workhaloic e fora dos padrões de beleza impostos pela sociedade. O seriado mescla o estilo “procedural” com o serializado, mostrando ao público os casos jurídicos da personagem principal, junto com as dificuldades dela em se adaptar a um cérebro, um trabalho e a amigos diferentes. Drop Dead vale pelo carisma da atriz central – que ainda performa vários números musicais durante os seis anos de exibição de DDD e tem uma voz linda -, por saber equilibrar a comédia e o drama dentro de cada episódio e explorar as emoções e sensações de Jane (Brooke Elliott), deixando-a complexa e a humanizando, sem deixar a história piegas. Além disso, eles sabem segurar bem a onda em seu hibridismo, com doses jurídicas que instigam, mas não retiram o foco do mais importante para a trama: a trajetória de sua mocinha. Apesar disso, atentem para a paciência com os fillers** e algumas decisões narrativas que pesam a mão no melodrama, destoando da proposta estilística que predomina na obra.

 

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3 – LOVESICK (2014-) – A sitcom britânica Lovesick ocupa a terceira posição, principalmente, pelo seu tom ácido e seu timing. Ok, é um seriado do Reino Unido! Seu humor é muito específico, por ser mais seco e menos explícito, contudo isto não o torna menos engraçado. Quando o espectador foca no plot da série, este argumento faz muito mais sentido!!! Dylan Witter (Johnny Flynn) é diagnosticado com Clamídia e precisa avisar todas as suas parceiras sexuais disso. Cada episódio, conhecemos alguma – ou mais de uma – garota que ele se relacionou. Apesar do protagonista ser aquele típico homem que não sabe dar atenção a menina correta, mas só vive reclamando, aqui este comportamento é mostrado de forma crítica. Através da tolice de Dylan e da perspicácia das mulheres ao seu redor, as situações cômicas são elevadas, juntas com a quantidade de risos. O ponto que desanima é um antigo clichê: o da paixão frustrada entre melhores amigos. Ainda assim, há muito mais para ser aproveitado na série: diálogos afiados e autores que conseguem dizer em poucas palavras o que querem; interpretações equilibradas e conscientes, os atores entendem suas personagens e demonstram suas forças e fragilidades em olhares e gestos, mas tudo com muita sutileza e elegância britânica; a fotografia que consegue mostrar a beleza da Escócia, sem tirar o foco – literalmente – das emoções das figuras dramáticas retratadas na tela. Ah! Ainda tem mais um detalhe que empolga, o binge é rapidinho! São 22 episódios exibidos até agora, cada um com um pouco mais de vinte minutos. Corre, porque em uma noite você fica em dia com Lovesick!

 

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2 – PARTY OF FIVE / O QUINTETO (1994-2000) – Série teen dos anos 1990, Party of Five conta a história de cinco órfãos que precisam  enfrentar os desafios da juventude. Para quem gosta do estilo dos seriados familiares do final do século XX, daqueles com os caminhos possíveis para resoluções de problemas aparentemente grandes e de ver os conflitos adolescentes típicos da época, essa é uma grande chance de ver isto acontecendo na tela e de forma bem feita. Vencedora do Globo de Ouro de Melhor Seriado Dramático, em 1996, a narrativa é simples: os irmãos possuem uma questão para resolver (dinheiro, tempo, amores) e com muita fraternidade e conversa vão conseguindo driblar os desafios. Porém, a forma de contar é o mais importante. Primeiramente, existe uma delicadeza tanto da direção quanto do roteiro em retratar as personagens principais que tão cedo perderam o pai e a mãe. O tom é acertado justamente porque consegue passar a ausência, a perda e a falta de credulidade das pessoas ao quando precisam lidar com o luto, ainda mais quando ele acontece de repente e como as mudanças acontecem na vidas destas pessoas e como elas acontecem. O sofrimento das personagens é equilibrando, suas fraquezas e forças são mostradas, deixando-as menos planas. Além disso, há uma qualidade no roteiro por possuir múltiplas questões em um mesmo episódio, mas que se amarram e passam a mesma lição do dia, no final das contas. É através das angústias de Charlie, Bailey, Julia, Claudia e Owen que os problemas são expostos e as respostas são encontradas.  As atuações não são o forte de POF, mas também não comprometem a qualidade da obra. Há, no entanto, um destaque dentro do elenco: Lacey Chabert (Meninas Malvadas). A atriz consegue passar muitas emoções complexas – como entender que precisa amadurecer mais rápido para ajudar em casa – sem ser expositiva em seu tom de voz ou expressões faciais.

 

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1 – CRAZY EX-GIRLFRIEND (2015-) – Talvez esta seja a melhor série cômica exibida na atualidade! Por que? Crazy Ex-girlfriend é uma comédia musical sobre uma mulher muito bem sucedida que se muda de cidade para ir atrás de um ex-namorado. Acompanhando a contemporaneidade, a série critica todo o machismo, a alienação e os problemas da sociedade do século 21 – como o crescimento das doenças psicológicas, o peso que as pessoas dão aos seus problemas, o egocentrismo e as farsas vividas e propagadas dentro das redes sociais. Tudo isso em números com canções cheias de frases sarcásticas e cruéis. O seriado também ganha muito pontos por não se tão levar a sério, rindo de suas próprias gags, criando plot twists que são desfeitos rapidamente ou com alguma quebra da quarta parede que exponha ainda mais a protagonista. Rebecca Bunch (Rachel Bloom) é uma mulher como outra qualquer, apesar de muito bonita e inteligente, é fora dos padrões de beleza e sanidade. Porém, seu carisma disfarça suas extravagâncias comportamentais e ela consegue conquistar todos ao seu redor. A empatia que a personagem causa foi passada bravamente por Bloom que, inclusive, recebeu o Globo de Ouro de Melhor atriz, em 2017, por sua performance. Por todas estas questões, CEG ocupa o primeiro lugar da lista e é uma excelente ideia para um final de semana de “Netflix and chill”.

 

*binge watching – maratonar

** Fillers – encheção de linguiça em narrativas

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