DESTINO ITAPARICA: Saiba mais sobre as praias de águas cristalinas, roteiros, bares, barracas e histórias da terra que inspirou o escritor João Ubaldo Ribeiro

Com mais de 40 quilômetros de praias paradisíacas,
a Ilha de Itaparica, distante a uma hora de Salvador, esconde não apenas a
história da terra indígena que, em 1560, foi ocupada por europeus, no Brasil
colônia, mas também as belezas naturais de vegetação tropical abundante, águas
mansas e coqueirais.

A maior ilha marítima do Brasil, descoberta em
1501 por Américo Vespúcio, disputada por holandeses, no período colonial,
reverenciada por Gregório de Mattos e contada, muito tempo depois, pelo baiano
João Ubaldo Ribeiro, o escritor que eternizou a terra natal em palavras, tem
clima de interior: ambiente propício para uma boa conversa na praça, prosa
tranquila, banho de mar e calmaria.

É lá também que se encontra a única estância
hidromineral à beira-mar das Américas. A “Fonte da Bica”, como é popularmente
conhecida, foi oficializada em 1937 e é famosa pelas narrativas e lendas da “água
fina que faz velha virar menina”.

Emancipado da capital baiana em 1833 e elevado
à cidade em 30 de julho de 1962, o município foi desmembrado em dois: Itaparica
e Vera Cruz, mas a extensão de riquezas naturais sem tamanho não se restringe à
sede de um ou de outro; praias de águas rasas, mansas e mornas se estendem por
toda a costa.

Poucos destinos turísticos oferecem tantas
opções quanto a ilha: por lá, é possível fazer o roteiro cultural, visitar o
Forte de São Lourenço, patrimônio cultural brasileiro, tombado pelo IPHAN, conhecer,
no centro de Itaparica, a Fonte da Bica, passar pelo Engenho de Ingá-Açu, onde foi
montada a primeira máquina de vapor do Brasil e ver de perto o Casarão Solar do
Rei, que já chegou a hospedar D. João VI, D. Pedro I e D. Pedro II; é possível
também fazer a rota literária: visitar a casa onde João Ubaldo nasceu, que
ainda pertence à família, passar pela construção onde Vinicius de Moraes
costumava veranear, parar para a foto no muro próximo à Praça da Quitanda, onde
estão estampados livros do escritor baiano, aproveitar para uma passagem pelo
Mercado de Artesanatos e terminar na Biblioteca Juracy Magalhães, onde o
próprio João Ubaldo passou dias escrevendo.

Se o roteiro for “praieiro”, as opções não são
menos estimulantes: com águas tranquilas e ótimas condições para banho, a ilha apresenta
uma infinidade de paradas possíveis para o encontro de braços abertos ao mar,
que incluem sugestões mais conhecidas, como a Praia do Forte e a de Ponta de
Areia, mas também Cacha-Pregos e Barra do Pote.

E, como o trajeto etílico-gastronômico perpassa
um pouquinho de tudo isso, nas praças, mercados, barracas de frente para o mar,
mesas entre amigos, bares e restaurantes, o Dicas da Saideira montou uma lista
com sugestões para você se deliciar em Itaparica. Afinal, a harmonização
cerveja gelada de cada dia, comida regional, amigos, praia e história
compartilhada é mesmo cenário de cartão postal na Bahia.

Para os “botequeiros de plantão”, o alerta do
bar é positivo: tem gelada de costa a costa, nas barracas de Itaparica. Pra
completar, é pertinho da capital baiana. Você vai e volta contemplando a beleza
singular da baía de todos os santos, em um encontro com a natureza para reenergizar
a alma. Se vale o trajeto? Chame os amigos, convoque o “mozão” ou se jogue, de
peito aberto, na “aventura solo”. Itaparica vale a história, a parada, o translado,
o fim de tarde, a brisa fresca e – muito importante – também o pôr do sol, com ou
sem “birita”.

Praça da Quitandinha – Itaparica (Foto: Ana Maria Simono)

Confira a lista de boas pedidas por lá:

Praia da Penha – Cabana do Pai Orlando;

Praia Barra do Pote – Barraca do Guiga;

Ponta de Areia – Barraca Jardim da Ilha;

Praia de Conceição – Barraca Vira Sol;

Praia do Forte;

Cacha-Pregos;

Restaurante Flor do Mangue – Opções de pratos individuais e coletivos à la carte – Praça da Quitanda, no centro de Itaparica;

Restaurante da Martinha – Cozinha local. Antiga conhecida dos trabalhadores e moradores da região, Martinha é famosa pelo tempero caseiro e pelo peixe fresco, que chega diretamente dos pescadores da ilha – Pratos individuais, no Mercado Municipal de Itaparica (centro);

Restaurante Manguezal – Opções de serviço à la carte ou buffet livre por pessoa – Praia do Brasileiro (entre Ponta de Areia e Praia do Forte);

Fundo de Quintal Restaurante e Pastelaria – centro de Itaparica.

SERVIÇO

Destino? Ilha de Itaparica

Onde? Baía de Todos os Santos, a 13,5km de Salvador

Como? De ferry-boat, partindo do Terminal de São
Joaquim, na capital baiana, com destino a Bom Despacho ou de lancha, via
Terminal da França, com destino a Mar Grande. No ferry, a passagem para pedestre,
em dias úteis, sai a R$5,60 e a pouco mais de R$7,00 nos finais de semana e
feriados. A travessia dura cerca de 1 hora.

Também é possível fazer o percurso de carro. Uma das opções é
ir de Salvador até Cachoeira, pela estrada de Santo Amaro, seguindo por
Maragogipe e, de lá, seguir caminho para acessar a Ponte do Funil, que faz a
ligação com Itaparica. O percurso tem mais de 220km por via terrestre.

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