Aula remota durante pandemia não deve ser confundida com EAD

Covid-19 fez escolas e faculdades readaptarem cursos presenciais para o online disponibilizando calendário novo, porém diferente da educação à distância.

No combate a Covid-19 e necessidade de isolamento social, o mundo precisou se readaptar e criar formas de manter a rotina das pessoas. Segmentos essenciais como a educação, produziram um novo formato para manter o calendário letivo e levar a sala de aula para dentro das casas dos alunos. O Ministério da Educação criou o modelo de aula presencial mediada por tecnologia, a aula remota online, por conta da pandemia. Por meio da portaria, 343 de 17 de março, o MEC autorizou em caráter excepcional substituição de aula presencial mediada em meio digital.

Assim foi com a Faculdade Baiana de Direito, que suspendeu as aulas presenciais desde o início da crise, adaptou o calendário acadêmico e investiu em inovação para transmissão das aulas mediadas por tecnologia, sem perder a qualidade do ensino. A metodologia adotada é bem diferente do EAD, que há tempos já havia virado febre.

“A grande diferença do modelo EAD e o modelo de aulas presenciais mediadas por tecnologia, é que na Educação à distância a mediação é didático pedagógica, ocorre em tempo e lugares diversos. É um modelo em regra assíncrono e auto instrucional”, explica a Diretora Acadêmica da Faculdade Baiana de Direito, Carolina Mascarenhas. Ela ressalta que neste caso o aluno faz a sua organização pedagógica com apoio de professores tutores.

As aulas remotas online, utilizada pela Faculdade Baiana de Direito, durante este período de pandemia, exigem um recurso maior e específico. A faculdade precisou investir ainda mais na área de inovação e tecnologia para atender de forma eficiente todos os alunos prezando pela segurança. Este modelo de aula permite interação, mesmo com o distanciamento físico. A vida acadêmica dos alunos continua evoluindo, as disciplinas sendo ministradas integralmente, os professores presentes ao vivo, além da realização das avaliações personalizadas.

O Cronograma e calendário são próprios e adaptados pelo professor de cada disciplina com a interação diária. Diferente da Educação à Distância que trabalham com vídeo aula, unificação e padronização de praticamente todo o material. “No caso das aulas presenciais mediadas por tecnologia as interações acontecem em tempo real, diariamente e com participação direta dos docentes das disciplinas. Trata-se de uma excepcionalidade estabelecida através de portaria do Ministério da Educação diante da pandemia, conclui a professora Carol.

Villa Campus abre edital para seleção de professores

O processo irá selecionar profissionais de todas as disciplinas oferecidas pelo Villa, desde ensino infantil até ensino médio, para compor o banco de talentos da instituição – Foto: Divulgação

A instituição, que irá inaugurar a nova unidade Villa Litoral Norte, em 2021, abriu na última quinta-feira, 09, o processo seletivo para compor o banco de talentos da escola, tanto para atender a futura sede, quanto o campus que está em funcionamento, na Paralela. O novo formato será realizado completamente on-line, em virtude da pandemia, e busca selecionar profissionais capacitados para compor o corpo docente em futuras oportunidades.

“Os talentos são fundamentais para a execução do projeto pedagógico do Villa, que prima pela excelência dos seus resultados”, comentou Viviane Brito, CEO do Villa. As vagas serão preenchidas por professores capacitados para lecionarem em todos os segmentos e em disciplinas como Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Ciências, Espanhol, Química, Física, Biologia, Redação, Literatura, Sociologia e Filosofia.

O edital também busca professores de Artes, Teatro, Educação Física, Música e Língua Inglesa, assim como profissionais preparados para atuar no Currículo Bilíngue do Villa. Os candidatos serão convocados de acordo com a disponibilidade de contratação de cada segmento do Villa Campus de Educação.

Para se inscrever, os candidatos deverão apresentar Licenciatura concluída na área pretendida, conhecimento da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e experiência profissional comprovada na área de atuação que pretendem lecionar (desejável especialização na área). As inscrições podem ser realizadas através do link “Trabalhe Conosco”, no site do Villa Campus de Educação (https://www.campusvilla.com.br/contato/trabalhe-conosco/).

Gilmelândia causa no evento Eu Brinco, Eu Existo, da Caravana Amora

As últimas apresentações da Caravana do Amora com o evento Eu Brinco, Eu Existo, acontecem nos dia 20 e 28 de maio, nos bairros de San Martin e Periperi, respectivamente. Durante três meses, o projeto percorreu escolas públicas da região metropolitana levando representatividade e práticas de promoção de igualdade racial através de atividades lúdicas envolvendo contação de histórias com uma boneca humanizada, abordando questões como estética e cultura afro, diversidade étnica e história africana. Desta vez, a cantora Gilmelândia, madrinha do projeto, participa fazendo números de mágica e levando música e mensagens afirmativas para as crianças.

“Eu amo o Amora porque desde que conheci o projeto fiquei encantada com a valorização que faz da criança, de ensinar a ela a ter autoestima, amar o cabelo dela, amar a cor dela, afinal é muito importante quando o ser humano se ama porque ela vai espalhar esse amor pelo mundo, essa autovalorização, porque a gente só pode amar o outro se a gente primeiro se amar”, observa Gilmelândia, que esteve no último dia 16 junto com o Amora na escola Quingoma, no bairro Caji, em Lauro de Freitas.

Gilmelândia começou a cantar ainda criança. A irreverência e o jeito moleca, características de Gil, marcam a sua carreira nos palcos. A energia contagiante dos shows mostra que a presença dela sempre foi um diferencial. “Tenho uma relação muito forte com o projeto e também estudei em escolas públicas. Sou apaixonada pelo Amora”, completa Gil. O evento Eu Brinco, Eu Existo é parte das ações do “Mais que brinquedos, representatividade”, único projeto baiano selecionado, dentre 172 inscritos, pelo edital Negras Potências realizado em 2018 em parceria entre o Benfeitoria e o Fundo Baobá.

O professor Paulo Henrique, coordenador do Lab Social, ambiente de negócios sociais da Unifacs, onde o projeto Amora foi germinado, pontua que o Amora é o “principal case de inovação social com foco em venda de produtos infantis, porque essa inovação é trabalhada em várias vertentes: criatividade, relacionamento com clientes, canais, parcerias, tornando o negócio sustentável e contribuinte para a construção de uma política pública de trabalho em escolas municipais, para o enriquecimento sociocultural dessas crianças.”

Por desenvolver brinquedos que auto afirmam a identidade étnica da criança que brinca com eles, o Ateliê ganhou em 2017 o Prêmio International Laureautte de Empreendedorismo Social, que Paulo pontua como “um divisor de águas” na jornada do Amora: “foi para o projeto e foi para nós também, para que percebêssemos o quanto vale confiar no empreendedor que está à frente de um negócio. A parceria entre o Amora e o Lab Social é contínua e vemos o projeto como um importante multiplicador da importância do impacto social.”

“Montamos uma rede com importantes parcerias e apoios para ampliar o alcance da mensagem do Amora como negócio social, que vem resultando no crescimento do projeto, no seu alcance e na aparição dos primeiros resultados”, afirma Ivanna Soutto, Especialista em Gestão Cultural, mentora do projeto há dois anos.

Em 2018, além do Negras Potências, o Amora foi selecionado no primeiro semestre para ser pré-acelerado pela Vale do Dendê, uma holding social que fomenta o ecossistema de inovação e criatividade da cidade de Salvador, com foco no desenvolvimento do protagonismo dos jovens afro-brasileiros. Ainda nesse mesmo ano foi um dos 9 projetos (dentre 230 inscritos, oriundos de 16 países) que recebeu menção honrosa no Here for Good, premiação internacional que reconhece iniciativas de impacto social que conferem um bem à sociedade.

Jaciara Nogueira dos Santos Araújo, diretora da Escola Municipal Saturnino Cabral, uma das 12 escolas selecionadas pelo projeto, fala da sua alegria de ter visto um projeto como o Amora acontecendo na escola localizada no bairro Cosme de Farias: “Estamos aqui em um ambiente humilde, cercado de violência urbana, porém a comunidade acredita na escola, e escola realmente acredita no poder da educação. Aqui os meninos são extremamente interativos e educados, o que desmistifica isso de que a criança pobre é mal educada. Complicado é você ir para o shopping, ir nas lojas e não encontrar um brinquedo que pareça com você: tem que ter representatividade no brinquedo!”.

Criado e gerenciado por Geo Nunes, especialista em Design Estratégico, o Amora Brinquedos Afirmativos, em apenas três anos de atuação, já impactou a vida de centenas de pessoas, envolvendo costureiras e artesãs capacitadas com a tecnologia social de produção de bonecos, crianças impactadas diretamente através das oficinas e aquisição de bonecos e bonecas pretas e pessoas impactadas em palestras e oficinas que discutem representatividade negra infantil. Hoje, a cada peça vendida, uma é doada.

 

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